São Paulo cogita argentinos para lugar de Muricy

O São Paulo estuda os nomes de Alejandro Sabella e Carlos Bianchi para o lugar de Muricy Ramalho

O ex-técnico da seleção argentina vice-campeã do mundo no Brasil entra no perfil de surpresa pretendido pela diretoria do tricolor, assim como o treinador multivencedor pelo Boca Juniors. Sabella comandou a Argentina na Copa do Mundo no Brasil em 2014 e atualmente está desempregado.

Os hermanos perderam o título na final para a Alemanha com derrota por 1 a 0 na prorrogação (gol de Gotze) enquanto Carlos Bianchi, especialista em Libertadores, está sem clube desde o ano passado, quando saiu do Boca Juniors para a entrada de Rodolfo Arruabarrena.

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Enquanto a diretoria se movimenta para trazer um técnico de ponta, o coordenador técnico Milton Cruz dirigirá o time interinamente, a começar pela partida desta quarta-feira, contra a Portuguesa, no Morumbi.

Em contato por telefone, um dirigente do clube não descartou o argentino e falou em surpresas. A ideia do São Paulo, com a saída de Muricy, é criar uma alternativa impactante e ao mesmo tempo original.

Conheça um pouco mais sobre os treinadores:

Alejandro Sabella (60 anos)

Nascido em 5 de novembro de 1954 em Buenos Aires, capital da Argentina.

Na cidade natal, começou a carreira como jogador no River Plate em 1974. Era meia e logo chamou atenção do futebol inglês, onde atuou entre 1978 e 1980 por Sheffield United e Leeds United. Em 1980, ainda voltou à Argentina para jogar no Estudiantes e, na mesma década, teve bons momentos com a camisa do Grêmio.

Como treinador, começou em 2009 no Estudiantes, mas antes teve uma passagem pelo Corinthians, em 2005, como auxiliar de Daniel Passarella. No clube de La Plata, foi campeão da Libertadores em 2009 e campeão argentino no ano seguinte. Chegou à seleção em 2010, após a demissão de Maradona e conduziu seu país ao vice-campeonato mundial em 2014.

Carlos Bianchi (65 anos)

Nascido em 26 de abril de 1949, também em Buenos Aires.

Como jogador, iniciou sua carreira no Vélez Sarsfield, onde se tornou o maior artilheiro da história do clube com 206 gols. Foi campeão argentino e se transferiu para o Stade de Reims, em 1973, sendo três vezes artilheiro do Campeonato Francês.

Em 1977, foi contratado pelo PSG, onde foi artilheiro do certame nacional em duas oportunidades. Retornou ao Vélez em 1980, permanecendo por quatro anos e encerrando sua carreira no Stade de Reims em 1985.

Como treinador, tornou-se um técnico de  muito sucesso, primeiramente no Stade de Reims, logo após encerrar a carreira de jogador. Passou por OGC Nice e Paris FC. Entre 1993 e 2003, treinou o Vélez e o Boca Juniors, além de ter uma passagem rápida pela Roma.

Nos dois times argentinos, Bianchi venceu quatro vezes a Copa Libertadores da América (ganhando a alcunha de “Mr. Libertadores”), um vice campeonato da Libertadores em 2004, além de sete títulos argentinos, três intercontinentais (um com o Velez em 1994 e dois com o Boca em 2000 e 2003, sendo que em 2001 ficou com o vice ao perder por 1 x 0 para o Bayern de Munique no segundo tempo da prorrogação) e uma Copa Interamericana.

Foi eleito por cinco anos o melhor treinador da América do Sul e duas o melhor do mundo.

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