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Orejuela e Igor Vinícius são peças moldadas à engrenagem de Crespo

Igor Vinicius em treino no CT da Barra fuda. (Foto: saopaulofc.net)

O São Paulo dispõe de dois jogadores com características bem diferentes para servir à ala-direita do 3-5-2 montado por Hernán Crespo

Com a contratação de Orejuela e a manutenção de Igor Vinícius no plantel, o Tricolor dispõe de atletas mais afeitos ao time hoje. A disputa entre eles deve ser quente.

Orejuela vem de duas boas temporadas por Grêmio e Cruzeiro. Em ambos os clubes iniciou como reserva, mas ganhou espaço com o passar dos jogos e se tornou titular. Revelado pelo Deportivo Cali, foi contratado pelo Ajax em 2017, mas não conseguiu se destacar no futebol holandês. Tem histórico na seleção colombiana de base. Num primeiro momento chega para ser o dono da posição na escalação ideal do São Paulo.

Igor Vinícius divide opiniões entre os torcedores tricolores, mas é quase unânime que merecia mais oportunidades enquanto Juanfran era titular absoluto. É dois anos mais jovem que o colombiano e chegou ao São Paulo em 2019, depois de boa temporada pela Ponte Preta. Foi revelado pelo Santos e jogou ainda no Ituano. Iniciou os quatro jogos do Tricolor até aqui na temporada 2021.

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Os dois são similares. Laterais fortes atacando pelo ”corredor”, bem abertos, como os clássicos do futebol brasileiro. Não possuem a característica comum a muitos atletas da posição que se destacaram mais recentemente por aqui: os laterais ”articuladores”. Estes muitas vezes atacam por dentro, como meias, participam da construção de forma mais pausada. A dupla de laterais do São Paulo não é assim.

O fato preenche muito daquilo que Crespo idealiza para o seu time. Num modelo de ataque posicional, quando cada jogador é responsável por se movimentar e resguardar a sua faixa de campo, é determinante que os alas são-paulinos tenham tal característica. Afinal de contas, o flanco do campo é basicamente deles. Há interações com os meias, atacantes e zagueiros para trocar passes, mas ocupar o setor é responsabilidade deles.

A presença de um trio defensivo dá respaldo e liberdade total de avanço. A ordem é ser agressivo. E Orejuela e Igor Vinícius oferecem essa possibilidade. Traçando um comparativo estatístico entre os dois nas últimas duas temporadas, também apoiado pela observação em si dos jogos, fica bem nítido onde cada um pode melhorar, e qual é o ponto alto deles.

A principal diferença está na forma de ser efetivo nos últimos metros do campo. Ambos são contundentes atacando, mas Igor consegue tomar melhores decisões na hora do passe final. Não à toa o número maior de assistências e chances reais criadas. Já Orejuela é mais voltado ao gol. Finaliza mais e melhor, arrisca mais dribles também, por isso acaba desperdiçando um número maior de bolas a cada partida.

Defensivamente se assemelham. Enquanto o brasileiro consegue vencer mais duelos diretos com os atacantes, denotando mais força e concentração para esse tipo de lance, o colombiano possui mais desarmes e interceptações, se posiciona com mais eficiência. Ambos, porém, precisam gerar mais segurança neste momento do jogo. Não são especialistas defendendo.

Seja com três zagueiros ou linha de quatro na defesa, Crespo não tem o costume de mudar a função de seus laterais. Quer que ”abram” o campo, gerem profundidade e amplitude ao São Paulo. O clube tem os homens certos para fazer isso pela direita. Deve colher bons frutos com a competitividade no setor.

arte - Fonte: Opta - Fonte: Opta

Foto: saopaulofc.net

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Escrito por Rodrigo Alcântara