Memória são-paulina – Cilinho

Técnico bicampeão paulista pelo Tricolor faleceu nesta quinta-feira (28) em Campinas; Cilinho estava se recuperando de um quadro de AVC, sofrido em abril de 2018

Sob o comando de Cilinho, em meados dos anos 80, o Tricolor montou um ótimo time de futebol, ousado, alegre e ofensivo, atletas experientes se mesclavam com muitos jovens valores: logo ganharam ao famoso apelido de “Menudos do Morumbi”.

Cilinho foi o principal responsável pela reformulação do elenco são-paulino. Jogadores experientes como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Humberto, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto deixaram o clube, e substituição não foi por “medalhões”, mas sim por jogadores mais jovens. Silas, Muller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho ganharam oportunidades ou se firmaram como titulares. 
Além de dar chances a jogadores criados dentro do próprio clube, Cilinho era um bom observador. Vários jogadores indicados pelo treinador também fizeram sucesso no Tricolor, entre eles o volante Bernardo (ex-Marília), o lateral-direito Zé Teodoro (ex-Goiás) e o ponta-direita Mário Tilico (ex-Náutico).

Cilinho chegou ao Morumbi em 1984, após uma passagem pelo XV de Jaú e pelo Santos. Foi campeão paulista de 1985 e 1987, e deixou formada a base dos times que venceram o Brasileirão de 1986, com Pepe, e o Paulistão de 1989, com Carlos Alberto Silva.

Ao todo, pelo Tricolor foram 249 partidas como treinador – é o quinto técnico com mais jogos no clube -, obtendo 111 vitórias, 87 empates e 51 derrotas. Os times de Cilinho marcaram 375 gols e sofreram 232. No Morumbi, foram 110 partidas, o que o torna o quarto treinador que mais vezes organizou o time do banco de reservas do “Cícero Pompeu de Toledo”.  

Em 1986, renunciou ao cargo, abrindo espaço para Pepe levar o Tricolor à conquista do Bicampeonato Brasileiro. Regressou ao Tricolor, nos anos 2000, para gerenciar as categorias de base são-paulinas quando estas eram sediadas no CT Sportville, em Barueri. Encerrou a carreira de treinador como comandante do Rio Branco, de Americana, em 2012.

Ainda não foram divulgadas informações referentes ao velório e ao enterro do ex-treinador são-paulino. 

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