07/02/2023

São Paulo vence Al-Ittihad e Liverpool e se torna o único clube brasileiro a ser tri-campeão Mundial

Há 13 anos, o São Paulo Futebol Clube voltava a fazer história, impressionava o mundo e derrotava o “invencível” Liverpool, do craque inglês Steven Gerrard. Antes de ganhar dos campeões europeus, o tricolor ainda bateu o campeão asiático, Al-Ittihad pelo Mundial de 2005.

Semi Final – São Paulo 3 x 2 Al-Ittihad

Logo quando soou o apito inicial, o campeão da Libertadores mostrou sua superioridade técnica e foi praticamente melhor em toda a partida, mas algumas falhas no meio-campo obrigaram os comandados de Paulo Autuori a lutar para evitar um mau resultado.

Nos primeiros 20 minutos de jogo, só deu São Paulo. Enquanto o time brasileiro chegava perigosamente com Amoroso, Cicinho e Aloísio, os sauditas estavam sumidos em campo.

Aos dez minutos, Cicinho protagonizou a primeira melhor chance ao chutar por cima do gol, após receber uma bola na área completamente sozinho. O São Paulo se sentia confortável em campo, enquanto o Al-Ittihad seguia sem dar sinais de vida, com o brasileiro Tcheco e o atacante Kallon, de Serra Leoa, apagados.

O tricolor abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Danilo cruzou da esquerda, e a bola sobrou para Amoroso do outro lado. Num chute prensado, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Zaid, colocando os paulistas em vantagem.

Quatro minutos depois, quando o Al-Ittihad ainda não tinha se recuperado do gol, Amoroso surgiu novamente entre a defesa, para cabeceando para cima uma bola cruzada por Júnior.

O jogo parecia de um time só, mas o São Paulo relaxou e permitiu que o time saudita crescesse, por meio de perigosos contra-ataques.

Com isso, veio o gol do Al-Ittihad. Aos 32 minutos, Mohammed Noor mandou a bola para o fundo das redes, pegando o rebote de uma bola forte chutada por Kallon da direita e defendida por Rogério Ceni.

Kallon surgiu novamente pouco depois do gol, obrigando o M1to a fazer grande defesa. E assim terminou o primeiro tempo, com o São Paulo encurralado e preocupando uma boa parte dos 31.510 espectadores que enfrentaram o frio da capital japonesa para acompanhar o clube brasileiro.

Porém, na segunda etapa o São Paulo tratou logo de espantar qualquer zebra: no primeiro minuto de jogo, Cicinho recebeu na linha de fundo pela direita de Danilo e cruzou na pequena área, com Amoroso novamente completando para o fundo das redes. SPFC 2×1.

O goleiro Rogério Ceni voltou a ser acionado depois, em cobrança de falta. Porém, o jogador só aumentaria sua marca como artilheiro do time na temporada aos 12 minutos, depois de o árbitro marcar um pênalti em Aloísio.

Rogério Ceni não decepcionou, chutando bem no canto esquerdo de Zaid, para marcar seu 21° gol daquele ano. SPFC 3×1. Esse foi o primeiro gol de um goleiro em competições da FIFA.

Com a vantagem de 3 a 1, muitos pensavam que o Al-Ittihad estava morto, mas não foi o que aconteceu: o zagueiro Al Montashari, eleito melhor jogador do ano na Ásia, marcou de cabeça aos 23, aproveitando cobrança de escanteio de Tcheco.

O fim da partida foi muito disputado, com as equipes se lançando ao ataque e abrindo as defesas, o que resultou em muitas chances de gol. O Al-Ittihad ainda reclamou um pênalti de Lugano em Kallon, mas deu São Paulo.

Ficha técnica da semifinal:

São Paulo – Rogério Ceni; Fabão, Edcarlos e Lugano; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio (Grafite, aos 43’min do segundo tempo). Técnico: Paulo Autuori.

Al-Ittihad – Zaid; Al Dosari (Al Harbi, aos 21 min do segundo tempo), Tukar, Al Montashari e Falatah; Khariri, Noor, Abushgeer e Tcheco; Kaloon e Sowed (Haidar, aos 17 min do segundo tempo). Técnico: Anghel Iordanescu.

Local: Estádio nacional de Tóquio, em Tóquio (Japão)
Árbitro: Alain Sars (França)
Auxiliares: Frédéric Arnault (França) e Vincent Texier (França)
Cartões amarelos: Al Dosari e Al Harbi (Al-Ittihad); Danilo, Lugano e Mineiro (São Paulo).
Público: 31.510
Gols: Amoroso (15’ PT/1’ST) e Rogério Ceni (12’ST) – Mohammed Noor (32’PT) e Al Montashari (23’ST).

MELHORES MOMENTOS

A GRANDE FINAL – São Paulo 1 X 0 Liverpool

“Precisamos ter tranquilidade para marcar com eficiência e tocar a bola”, avisou o goleiro Rogério Ceni antes do início da partida. Em campo, porém, o São Paulo começou nervoso e não conseguiu encontrar espaços na defesa do Liverpool.

O time inglês, montado com duas linhas de quatro jogadores, mais um armador (Luís Garcia) e só um atacante (Morientes), mostrou mais movimentação nos primeiros minutos do confronto e teve domínio da posse de bola.

Depois dos 15 minutos, contudo, o São Paulo se equilibrou psicologicamente, e aí, assumiu totalmente o controle da partida. O time tricolor passou a trocar passes e aproveitou os avanços de seus laterais e meio-campistas para confundir a marcação das linhas de quatro jogadores do Liverpool.

Foi exatamente em um destes avanços, aos 26 minutos, que o São Paulo chegou ao gol. Fabão fez um lançamento longo da lateral direita para o campo de ataque, Aloísio dominou no meio e tocou na direita para o volante Mineiro, que com categoria mandou no canto direito de Reina.

O gol do camisa 7 tricolor encerrou uma invencibilidade do Liverpool, que havia passado 11 partidas sem ser vazado. “Isso é só mais uma coisa que comprova o potencial deles. Eles têm uma equipe muito equilibrada”, enalteceu o atacante Amoroso.

Justificando os elogios do atacante são-paulino, o Liverpool não esmoreceu após o gol e pressionou o time brasileiro. Antes do intervalo, os ingleses tiveram quatro oportunidades para marcar. Luís Garcia cabeceou duas vezes, ambas com liberdade, uma no travessão e outra à direita de Rogério Ceni. Depois, aos 35, Kewell cruzou da esquerda para o segundo pau e Gerrard chutou de primeira, perto da trave esquerda.

O Liverpool voltou a assustar aos 38 minutos, novamente em um lance pelo alto. Gerrard cobrou falta da esquerda, Luís Garcia subiu livre no primeiro pau e tocou de cabeça. Rogério Ceni desviou para a linha de fundo.

Depois do intervalo, o time inglês seguiu com a mesma pressão dos minutos finais do primeiro tempo. Aos 7 minutos, Gerrard criou a primeira oportunidade em uma cobrança de falta no ângulo esquerdo de Rogério Ceni. O goleiro do São Paulo praticou uma defesa complicada e que ficará na mente de cada torcedor por todo e sempre.

M1TO01

Melhor em campo, o Liverpool marcou aos 15 minutos. Gerrard cobrou falta da esquerda, Luís Garcia subiu livre e tocou de cabeça, no canto direito de Rogério Ceni. No entanto, o árbitro mexicano Benito Armando Archundia anulou o lance alegando impedimento.

O time inglês ainda teve outro gol anulado aos 21, depois de uma tentativa de Morientes de bicicleta e uma oportunidade em lance individual de Luís Garcia. Gerrard cobrou escanteio da direita para o segundo pau, e Hyypia desviou de primeira para marcar. Desta vez, o árbitro apontou falta sobre o goleiro Rogério Ceni.

Diante da pressão imposta pelo Liverpool, o São Paulo voltou a apresentar o nervosismo que havia evidenciado no início do confronto. Perdido, o time brasileiro não conseguiu trocar passes e se tornou suscetível do domínio inglês.

O Liverpool ainda teve seu terceiro gol anulado na partida aos 44. Crouch desviou de cabeça um cruzamento, Luís Garcia cruzou e Pongolle completou de primeira para marcar, mas o árbitro havia apontado impedimento no primeiro lance.

Mesmo com toda a pressão do Liverpool, o São Paulo conseguiu se segurar. Com boas atuações de Rogério Ceni e Lugano e uma excelente partida de Mineiro, o time brasileiro fez sua torcida vibrar no Japão novamente, após 11 anos.

FICHA TÉCNICA DA FINAL
SÃO PAULO – Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio (Grafite)
Técnico: Paulo Autuori

LIVERPOOL – Reina; Finnan, Carragher, Hyypia e Warnock (Riise); Sissoko (Pongolle), Gerrard, Xabi Alonso, Luís Garcia e Kewell; Morientes (Crouch)
Técnico: Rafa Benítez

Local: Estádio Internacional de Yokohama, em Yokohama (Japão)
Árbitro: Benito Armando Archundia (México)
Auxiliares: Arturo Velázquez (México) e Héctor Vergara (Canadá)
Cartões amarelos: Lugano (SP)
Público: 66.821
Gol: Mineiro (25’PT)

MELHORES MOMENTOS

JOGOS COMPLETOS:

SEMIFINAL:

FINAL:

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