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Com bronca do pai, Volpi explica como virou goleiro

Antes de ser goleiro, Volpi queria ser lateral-esquerdo, mas não tinha muita vocação. Ainda bem que seu pai percebeu e ajudou o jovem Tiago

Hoje goleiro, Tiago Volpi tentou ser lateral-esquerdo, mas seu pai, deu uma “mãozinha” para o jovem entender que seu lugar era no gol, e não na linha.

“Eu era muitas vezes expulso por botar a mão na bola. Meu pai ia me ver jogar as competições, na época, em Blumenau. Aconteceu de umas três vezes que ele foi me ver, e eu fui expulso por botar a mão na bola, um negócio meio sem explicação. Ele disse pra mim, na época: ‘Ó, cara, já chega, pô. Toda vez que eu venho ver você jogar, você é expulso. Ou tu muda pra goleiro, ou vou te tirar do futebol'”.

Volpi “brincou” na lateral até uns 13 anos. Até que ele e a família se mudaram para Santa Cruz do Sul (RS). Era hora de o garoto fazer novos amigos. E nada melhor do que se oferecer para jogar no gol numa hora dessas, não?

“No primeiro dia de aula, a rapaziada me convidou, e pra me enturmar com o pessoal novo, me disponibilizei pra ir pro gol, por ser um cara novo na cidade”, recordou.

“Acabei fazendo duas ou três defesas. Lembro que os meninos, na época, botaram pressão pra que eu fosse fazer teste no time da cidade, porque diziam que eu era goleiro. Me levaram no [Esporte Clube] Avenida. A partir dali eu nunca mais saí do gol.”


De Blumenau a Santa Cruz do Sul, são mais de 700 km de viagem. Mas Volpi, como goleiro, iria ainda muito mais longe.

Na base, ele defendeu o São José de Porto Alegre e o Fluminense. Como profissional, ainda jogou pelo Luverdense e pelo Figueirense. O clube de Florianópolis foi o último antes de se mudar para o México.

“Com 14 anos, eu já morava sozinho em Porto Alegre, debaixo da arquibancada do São José. Foi só aí que criei essa identidade definitiva como goleiro. Pensei como não tinha mais para onde fugir, que seria isso a minha carreira”, disse o goleiro, que teve o ex-flamenguista Júlio César como seu grande ídolo na posição.

Fonte: UOL
Foto: Marcello Zambrana – AGIF

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Escrito por Rodrigo Alcântara