Clubes que não tiverem futebol feminino poderão ficar de fora da Libertadores

Por conta do coronavírus, alguns clubes estão pensando em cortar gastos nos das categorias de base ou no departamento de futebol feminino

O novo coronavírus mudou completamente a ordem mundial. No esporte, a pandemia bateu firme nas contas dos clubes. Sejam eles grandes, médios ou pequenos, todos tiveram de passar por algum tipo de readequação financeira. A saída encontrada por algumas agremiações para cortar gastos. Mas uma medida como essa pode trazer mais prejuízos do que benefícios.

O Regulamento de Licenciamento de Clubes da Conmebol traz no Capítulo IV os critérios esportivos exigidos pela entidade para a participação em campeonatos promovidos pela Conmebol e também pela CBF. Sem a licença, não é possível disputar os principais torneios nacionais e continentais. 

O item D04 fala que o solicitante [da licença] deverá ter uma equipe principal feminina ou associar-se a um clube que a tenha. Além disso, deverá ter pelo menos uma categoria juvenil feminina ou associar-se a um clube que a tenha. Em ambos os casos, o solicitante deverá providenciar suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura (campo de jogo para a disputa de jogos e treinamento) necessários para o desenvolvimento de ambas equipes em condições adequadas. Finalmente, é exigido que ambas equipes participem de competições nacionais e/ou regionais autorizadas pela respectiva Associação Membro. 

O critério para licenciamento também é rigoroso em relação às categorias de base. Eles estão definidos no item D01 desse licenciamento, e incluem equipe técnica, assistência médica, educação, entre outras exigências. Com a crise provocada pela pandemia, alguns clubes estão cancelando o programa de base.

Foto: Igor Amorim / saopaulofc.net
Fonte: UOL Esporte