Campeão do mundo pelo tricolor vira torcedor mesmo jogando em time paulista

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(contém vídeo) Campeão da Copa Libertadores e do Mundial em 2005 pelo São Paulo, o volante Renan, que hoje defende a Lusa se juntou aos torcedores para assistir a goleada do tricolor em cima do Trujillanos.

Renan (31 anos), cria da base são-paulina, e que atualmente defende a Portuguesa, tornou-se torcedor comum nesta terça-feira para, junto de outros milhares no Morumbi, assistir a goleada histórica por 6 a 0 sobre o Trujillanos.

renNo meio da arquibancada no setor azul do estádio, trajando a camisa comemorativa do jogo de despedida de Rogério Ceni, no qual esteve como jogador em, dezembro, Renan foi sozinho ao Morumbi como torcedor. E isso não é novidade para ele.

“Vim sozinho. Normalmente venho com meu irmão, meu primo, meu tio. Mas hoje não deu pra turma vir, então vim sozinho. E sempre que venho é a mesma rotina: vou na mesma barraca ali, tomo meu “guaraná”, fico ali tomando meu “guaraná”, como meu hot-dog e depois subo. Tranquilo. É o que faço sempre”, contou, ao UOL Esporte, durante o intervalo da partida, na arquibancada.

A presença de Renan no Morumbi se faz curiosa por ser na arquibancada, e não num camarote, e porque ele ainda é jogador profissional. Membros do clube afirmaram mais tarde, nem saber que o jogador costumava visitar o estádio como torcedor. Ao lado de tantos são-paulinos, o volante atraiu olhares, fotos e pedidos de autógrafos, mas se comportou como os outros 18.580 presentes: cantou, pulou, gritou, xingou e comemorou cada gol.

“Tenho o maior orgulho em dizer que este é o clube pelo qual torço, clube que sempre amei, e que uma das estrelas que está no escudo eu posso dizer que pelo menos indiretamente eu estava lá. Isso mexe muito comigo. Isso pra mim é muito importante. Poderia muito bem estar na minha casa esticando minhas pernas para ir treinar amanhã cedo, mas não. É uma coisa que não me peça pra explicar, porque eu não sei explicar. É um sentimento que a gente não explica”, falou Renan.

Renan aproveitou a folga concedida pela Portuguesa, desclassificada na Série A2 do Paulistão, para ir ao Morumbi. Explica que não frequenta tanto o estádio quanto queria porque o calendário do futebol, com concentrações, jogos e treinos, não lhe permite. “Venho sempre que dá, venho bastante, mas pela minha agenda, pelo calendário do futebol é bem complicado para mim. Mas sempre que dá venho. Como a Portuguesa não conseguiu a classificação pra Série A2, tive essa folguinha”.

“Jogador do São Paulo tem que ter consciência do que representa”

Renan diz que frequenta o Morumbi desde os 5 anos de idade. Relata que antes de entrar para as categorias de base do clube assistiu das mesmas arquibancadas que frequenta até hoje os títulos da Libertadores de 1992 e 1993, do time comandado por Telê Santana. Em 2005, ele foi escalado como titular no jogo contra o River Plate, na semifinal do torneio, e agora dá a receita para que o time de 2016 consiga vencer o mesmo clube argentino na próxima quarta-feira, no Morumbi.

“Minha carreira toda, até hoje, é guiada por perseverança, vontade. Naquela ocasião tinha aqui no Morumbi 70 mil torcedores. Eu carregava nas minhas costas uma pressão muito grande por ter vindo como torcedor a jogos do São Paulo em 1992 e 1993, semifinais, e agora eu estava dentro do campo. Com 20 anos, recém completos. Isso mexe muito com emocional. Os jogadores do São Paulo têm de ter consciência do que representam, e eu sentia que o nosso grupo de 2005 tinha muito isso. A gente tinha total consciência do que a gente representava para isso daqui (aponta para a torcida na arquibancada)”, afirma.

FUTEBOL - SAO PAULO X PALMEIRAS

O campeão pelo São Paulo fez até piada ao comparar o que viveu há 11 anos como atleta no Morumbi e a realidade atual, na Portuguesa, ao falar sobre o jogo da próxima quarta-feira.

fut_josue_reu“O jogo contra o River é totalmente diferente. Um adversário muito mais capacitado, é o último campeão da Libertadores. E não adianta eu ter isso na minha cabeça, né, estando na Portuguesa e jogando contra o Atlético Sorocaba (risos), com todo respeito, claro. É o jogador do São Paulo que tem que ter essa consciência, do que eles representam ao vestir essa camisa”, falou.

Fã declarado do zagueiro Diego Lugano, de quem foi companheiro entre 2004 e 2005, Renan disse que o uruguaio é peça fundamental para que o elenco atual entenda o tamanho da responsabilidade no clube. Ele usa Pintado, novo auxiliar técnico do clube, na mesma análise.

“Você ter o Lugano, que presenciou tudo isso, você ter o Pintado, que anos antes viu tudo isso, é muito importante. Os jogadores têm que entender o time que eles jogam, que é o maior do Brasil. É o maior vencedor de Libertadores e Mundial do Brasil. Eles têm que entender a responsabilidade que é vestir essa camisa e representar cada torcedor que aqui está. O jogador tem que saber que o torcedor abre mão de comprar uma coisa no mês para estar aqui”, avaliou.

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