Volta de Breno é principal legado de Osorio

Juan Carlos Osorio ainda tenta fazer com que a seleção do México aceite esperá-lo até o fim do ano, para que possa terminar a Copa do Brasil e o Brasileirão pelo São Paulo

Em quatro meses no CT da Barra Funda, o trabalho de Osorio resultou em diversas mudanças técnicas no elenco. Os bons momentos de Alexandre Pato, Ganso e Michel Bastos, mas o que o próprio treinador considera o grande feito do São Paulo é Breno.

Quando Osorio chegou ao tricolor, Breno ainda não havia reestreado. Em poucas semanas de trabalho, o treinador surpreendeu ao dizer que iria apressar o retorno de Breno porque queria muito contar com ele. Em 9 de agosto, Osorio deu a Breno a oportunidade de entrar em campo depois de quatro anos e quatro meses longe, em retorno que marcaria o recomeço da carreira de uma das principais revelações são-paulinas da última década.

O zagueiro Breno virou volante. E para Osorio, é no novo posicionamento, como jogador mais defensivo do meio de campo, à frente da zaga, que Breno se torna o protagonista do time. “Quando está Breno, temos um equilíbrio muito bom entre o defensivo e o ofensivo. Com Breno foi um bom trabalho. Quando não está Breno, e está Thiago, a equipe é diferente. Quando esteve Breno a equipe foi dominante”, falou o treinador no último sábado, após a vitória sobre o Atlético-PR, no Morumbi.

O São Paulo não teve Breno no último sábado. O volante, titular do time, se recupera de uma tendinite no joelho direito. Mesmo assim, esteve no Morumbi e acompanhou à partida e à provável despedida de Osorio de perto.

No São Paulo, internamente, o retorno de Breno em alto nível é considerado por membros do departamento de futebol como o maior legado da passagem de Osorio até aqui. Desde janeiro, ainda sob o comando de Muricy Ramalho, a comissão técnica trabalhou separadamente com Breno em programa de recondicionamento físico e prevenção de lesões, com atividades alternadas semanalmente dentro e fora do campo, com e sem bola.

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A opção de fazer de Breno um volante foi uma ideia que partiu da escassez de opções. Quando Osorio viu o São Paulo perder Denilson e Souza, titulares do meio de campo, teve de investir em alternativas do elenco, uma vez que o clube não tem hoje disponibilidade financeira para contratar pagando caro. Como tinha apenas Hudson, Thiago Mendes e Wesley como volantes, sendo que nenhum deles prefere jogar na função mais defensiva da posição, fez testes com os zagueiros Breno, Lucão e Lyanco. Viu Breno renascer, ganhar a vaga e hoje ser tratado mais do que volante do que como zagueiro.

Juan Carlos Osorio elegeu quarta-feira para fazer um comunicado ao clube e possivelmente à imprensa sobre sua decisão. Se não conseguir negociar com o México a permanência até o fim do ano, aceitará o convite e deixará o Morumbi.

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