Veja o esquema de Zubeldía para Lucas e Luciano jogarem juntos

Zubeldía escalou o jogador como ponta, mas com função de armar jogadas junto de Nestor

Ficou o sentimento de que o São Paulo deixou dois pontos escaparem no empate de 2 a 2 no clássico contra o Corinthians, na Arena Neo Química, pela nona rodada do Brasileirão.

O Tricolor ficou duas vezes em vantagem e teve bom desempenho com um time que lembra o que venceu a Copa do Brasil no ano passado, com o retorno de Rodrigo Nestor na posição de meia pela esquerda.

A diferença foi a parceria entre Lucas e Luciano. Muito pedida pela torcida, a dupla mostrou bom entendimento: os dois participaram das jogadas de gol, puxaram contra-ataques e abrem ainda mais possibilidades para a sequência da temporada.

O esquema tático é o mesmo de sempre: um 4-2-3-1. Dessa vez, Lucas jogou pelo lado direito, com Rodrigo Nestor na esquerda e Luciano centralizado. Quando a bola rolava, Zubeldía adaptou a movimentação e o time formava quase um quadrado no meio-campo: Lucas se movimentada da direita para dentro e Nestor da esquerda para dentro.

Os dois jogavam como autênticos meias: recebiam a bola vinda de Luiz Gustavo e Alisson e organizavam a jogada: ora tocavam curto, ora lançavam e ora escolhiam conduzir, como no lance do primeiro gol. Esse posicionamento resolve um problema antigo no São Paulo: o fato de Luciano não ter se adaptado à função de meia, como tanto tentou Rogério Ceni.

Luciano sempre foi, e a essa altura da carreira, pode se dizer que sempre será um “ponta de lança”: um segundo atacante que precisa de um centroavante prendendo a defesa para driblar e chegar no gol. Quando ele precisa buscar a bola numa zona mais afastada do gol, perde velocidade e explosão.

Lucas Moura voltou da Europa como ponta e Dorival mostrou que ele era um perfeito meia. No time que venceu a Copa do Brasil, Lucas jogava centralizado com Nestor pela esquerda e Welington Rato na direita.

Zubeldía aproveitou essa dinâmica, mas com Luciano. Ele fica junto de Calleri prendendo a zaga e buscando a área toda hora, sem poder recuar e buscar a bola. Essa é a função de Lucas. O primeiro gol é a ilustração perfeita da dinâmica ofensiva do Tricolor: a jogada começa lá na saída de três com Luiz Gustavo e chega em Lucas, que sai do lado para armar.

Outro que ganha com a configuração é Calleri: centroavante de mobilidade, ele consegue sair da área a toda hora e tem Luciano pronto para aproveitar os espaços deixados. No lance do gol, Calleri tabela com Lucas e leva um zagueiro do Corinthians, deixando a defesa completamente exposta. Lucas aproveita esse espaço e conduz até fazer o gol.


Foto: Twitter do São Paulo
Fonte: Globo Esporte

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