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Temporada de 2020 no Brasil pode se estender até 2021

CBF mais uma vez ri na cara do São Paulo

Esta semana haverá diversas reuniões entre dirigentes e federações para traçar um rumo ao calendário do futebol brasileiro 

Presidentes das federações, preocupados com possíveis prejuízos, não querem sequer ouvir a possibilidade de que os campeonatos sejam cancelados definitivamente, sem a definição de um campeão. Essa possibilidade não está na mesa, ainda, mas pode ser elaborada caso as paralisações superem os 15 dias.

Hoje a sugestão é que as federações que consigam adaptar seus regulamentos para diminuírem datas, que o façam. Em São Paulo, por exemplo, restam seis datas para o fim da competição, duas da primeira fase, uma das quartas, outra da semi e duas para a final. Se poderia, por exemplo, ganhar uma data ao transformar a decisão em partida única.

A ideia neste momento é não atrasar o início do Brasileiro, marcado para o início de maio, claro caso o surto não piore e fique meses sem futebol. Por isso os Estaduais, caso não sejam cancelados definitivamente, teriam que se encaixar pelo resto da temporada.

É possível? É, com algumas condições. O futebol teria que avançar por dezembro, o que implicaria nas férias dos jogadores e no início da temporada 2021. Os Estaduais, portanto, talvez sejam até mais sacrificados no ano que vem do que em 2020.

Estender o futebol por dezembro, e talvez até janeiro de 2021, é algo bem palpável também porque torneios como a Libertadores e a Sul-Americana, que implicam em longos deslocamentos de delegações e torcedores, só devem voltar a ser disputados no segundo semestre. Está é a posição mais otimista dentro da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Os clubes terão poder de decisão. No Ceará, por exemplo, o presidente do Ceará, Robinson de Castro, acha que o Estadual, por não se precisar viajar, não deve parar para não prejudicar o calendário — uma reunião na quarta (18) deve resolver algo por lá e portões fechados está na pauta.

Foto: Lucas Figueiredo – CBF

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Escrito por Natália Milreu