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Super Raio-x Binacional

Com menos 10 anos de existência, o Binacional irá disputar sua primeira Libertadores e logo de cara irá enfrentar o Tricolor, tricampeão da competição continental

Fundado em 2010 em um pequeno povoado na divisa entre Peru e Bolívia, o Binacional participa da primeira divisão peruana desde 2018, depois de ganhar a Copa Peruana. Em 2017, ao ficar com o oitavo lugar no torneio nacional, e no ano de 2018 disputou a Copa Sul-Americana pela primeira vez, onde foi eliminado pelo Independiente-ARG, na primeira fase da competição.

Em 2019, o time foi forte para a disputa do campeonato peruano e ao vencer o “apertura”, enfrentou o Allianza Lima, na final. Na primeira partida venceu por 4 a 1 e na segunda, mesmo sendo derrotado por 2 a 0, ficou com a inédita taça.

OPINIÃO DO EDITOR: Temos que tomar cuidado com esse pequeno e novo time, que é uma espécie de São Caetano, no início dos anos 2000.

Além de ser um time competitivo (mostrou isso nas competições nacionais de seu país), o Binacional joga em uma altitude de quase 4 mil metros.

UM POUCO MAIS SOBRE O BINACIONAL

NOME E SÍMBOLO

Seu nome vem em referência à região de Titicaca*, que faz fronteira com a Bolívia, por este motivo o nome do clube é Binacional, isso é, clube de ‘duas’ nacionalidades.

Já os dois pumas presentes no símbolo, eles fazem alusão ao animal característico da região.

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* Titicaca é um dos principais cartões-postais dos Andes e está presente no símbolo da equipe. O lago navegável é o mais alto do mundo.

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ESTÁDIO E ALTITUDE

A principal arma do Binacional é a altíssima altitude do modesto estádio que eles mandam seus jogos. Com capacidade para apenas 14.100 pessoas, o Estádio Guillermo Briceño Rosamedina, localizado na cidade de Juliaca.  Fundado em 1946, ele está localizado a 3.825 metros de altitude, o que se torna uma arma perigosa para os rivais.

A imagem pode conter: estádio e atividades ao ar livre

* Para se ter uma ideia, o Binacional perdeu apenas uma partida em 2019 jogando em sua casa. Se Juvenal Juvêncio estivesse aqui, ele diria: “Isso é uma arapuca!”

FUNDAÇÃO E APELIDOS

Sua fundação aconteceu em 18 de dezembro 2010, na cidade de Desaguadero, que fica próxima à fronteira entre Peru e Bolívia. Com investimento da prefeitura, o Binacional passou a registrar boas campanhas na Copa Peru, até conquistar o acesso através do torneio em 2017. Já em 2018, os celestes terminaram alcançaram a classificação inédita à Copa Sul-Americana.

O Binacional tem três alcunhas, que são usadas pela sua torcida: El Poderoso del Sur, El Puma del Sur, Celestes.

UNIFORMES

O uniforme 1 é predominantemente azul claro. Já o uniforme 2 é azul escuro, com os mesmos detalhes do uniforme principal, porém, com as letras brancas, em vez de pretas. Por fim, o uniforme 3 tem camisa e shorts brancos, com detalhes bem semelhantes a dos uniformes 1 e 2.

Veja AQUI os detalhes dos uniformes do time peruano.

CONQUISTAS E TRAGÉDIA

Em 2017, o Binacional venceu seu primeiro título, foi a Copa do Peru, quando no quadrangular final, venceu o José Carlos Mariátegui por 4 a 1, ficou no empate sem gols contra o Atletico Grau e bateu o Estudiantes CNI por 2 a 0.

Dois anos depois, após ter a melhor pontuação geral entre os campeões do Apertura ou do Clausura, o Binacional se confirmou na decisão anual, onde enfrentou o mais conhecido Allianza Lima (campeão do Clausura, mas com uma pontuação menor). Na grande final, El Poderoso Del Sur venceu a primeira partida por 4 a 1 e mesmo sendo derrotado por 2 a 0 na segunda partida, ficou com a segunda conquista de sua história.

A parte negativa (e dolorosa) dessa conquista, aconteceu dias antes da partida final. Antes do confronto, El Puma del Sur precisou lidar com uma tragédia. O meia Juan Pablo Vergara (referência na criação do time), sofreu um acidente fatal no início de dezembro. Ele capotou com seu carro e faleceu. No acidente, outros dois jogadores do elenco estavam no veículo e apenas se feriram. Apesar do luto, os celestes preferiram não adiar a final.

Os jogadores prestaram sua homenagem à família do ex-jogador. Veja abaixo:

ATUAL ELENCO E TREINADOR

O elenco do Binacional está em reformulação e perdeu alguns de seus principais jogadores. O atacante Donald Millán, artilheiro da competição nacional de 2019 (23 gols em 33 partidas) e grande garçom do time (9 assistências) está no Universitário, do Peru. Já o meia atacante Edson Aubert, outro destaque, fechou com a equipe do Melgar.

Por outro lado, o meia Andy Polar figura do time, segue para esta temporada. O único reforço do time peruano para 2020 foi o goleiro Steven Revadeneyra, que já defendeu a seleção de seu país.

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Com uma média de idade de 27 anos, o Binacional conta com 31 atletas aptos a serem escalados pelo técnico Roberto Mosquera, que foi atacante da seleção peruana na Copa de 1978.

Após bons trabalhos, o treinador se colocou entre os melhores do país nesta década, ao conquistar títulos e prêmios individuais à frente de Sport Huancayo, Juan Aurich e Sporting Cristal. 

Dessa forma, o Binacional apostou em sua experiência a partir de setembro, após a saída de Javier Arce para o Real Garcilaso. Apesar da “fogueira” em que foi inserido, Mosquera tomou as rédeas e saiu com o troféu.

Goleiros:

Raúl Fernández – 34 anos
Michael Sotillo – 35 anos
Steven Revadeneyra – 25 anos
Ampuero Yulio – 31 anos
Luis Araujo – 39 anos

Defensores:

Diego Angles – 24 anos
Eder Fernández – 31 anos
Ángel Pérez – 30 anos
Felipe Mesones – 25 anos
Nery Bareiro – 31 anos
Jeickson Reyes – 32 anos
John Fajardo – 31 anos

Meio-campistas:

Joaquín Astorga – 18 anos
Paolo Méndez – 21 anos
Renzo Salvador – 20 anos
Angel Emilio Ojeda – 27 anos
Yorkman Tello – 30 anos
Polar – 23 anos
Anthony Osorio – 21 anos
Roque Guachire Lugo – 24 anos
Manco – 29 anos
Dahwling Leudo – 30 anos
Pablo Labrin – 19 anos
Marcos Rodríguez Fernández  – 25 anos
Edson López – 23 anos
Mauricio Matzuda – 20 anos

Atacantes: 

Ángel Romero – 29 anos
Johan Arango – 29 anos
Sebastián Gularte – 29 anos
Reimond Manco – 29 anos

Hector Zeta – 25 anos

Técnico:

Roberto Mosquera

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JOGOS NESTA TEMPORADA

 

COMPETIÇÃO J V E D GM GS SG
CAMPEONATO PERUANO 5 3 1 1 8 5 3
SUPERCOPA PERUANA 1 0 0 1 0 3 -3

VALE LEMBRAR QUE o Binacional perdeu a Supercopa Peruana, quando foi derrotado por 3 a 0 pelo Atletico Grau.

O que achou?

Escrito por Rodrigo Alcântara