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SPFC 1 x 1 Coritiba: Empate, pedrada e bomba

Novamente o São Paulo sucumbiu no Morumbi. Na luta pelo título, o empate contra o Coritiba, na zona de rebaixamento, vários desfalques, pode ser considerado uma derrota. O Tricolor jogou mal, mesmo assim, conseguiu arrancar um gol em boa jogada construída por Reinaldo e Pablo para o gol de Luciano. Quanto estava com a partida nas mãos, o sistema defensivo completamente aberto permitiu o improvável empate do Coxa, praticamente enterrando o sonho do título. Soma 58 pontos, mas o Inter jogará amanhã o Grenal.

Ao Coritiba, na zona da degola, só cabia chegar ao Morumbi recuado no esquema 1-10 (exagero, evidente), tentando aproveitar um contra-ataque. O São Paulo, precisando da vitória, tentou acelerar a partida, mas parece refém do rame-rame (o tiki-taka tupiniquim) dos passes intermináveis.

No início da partida, os dois sustos do São Paulo aconteceram a partir de bolas cruzadas na área por Natanael na cabeça de Galdezani. A primeira chance aos 5/1T e outra aos 15/1T, ambas para fora, mas com perigo.

Entre as duas oportunidades do Coxa, uma grande chance de gol desperdiçada por Brenner, aos 12/1T. Juanfran recebeu na direita, levantou a cabeça, olhou para área e colocou na cabeça de Brenner que, sozinho, enfiou a cabeça, mas sem direção e sem força. Seria a bola que poderia abrir o paredão do Coritiba.

Na segunda etapa, Diniz mudou no intervalo. Saíram Bruno Alves e Brenner, para as respectivas entradas de Vitor Bueno e Pablo, com isso, Luan foi recuado para a zaga.

O time melhorou, no entanto, ficou mais exposto na defesa. O São Paulo passou chegar mais ao ataque, mas de forma desordenada.

Logo aos 13/2T, o gol. Reinaldo encontrou Pablo, fazendo o pivô na área, ajeitou para Luciano enfiar o pé e abrir o placar. Era o gol que poderia mudar completamente o cenário, abrindo o Coritiba, mas, sobretudo, proporcionando tranquilidade para desacelerar, aí sim tocar a bola, e cozinhar o Coxa.

Mas não.

O São Paulo seguiu avançando de forma desequilibrada. Em muitos momentos viu-se a equipe avançada, tendo Juanfran como o último homem. Considerando que Diniz tirou Bruno Alves e recuou Luan para a zaga, era momento de fechar a casa e jogar a chave fora. Três pontos colocariam o Tricolor na ponta, com chances de fechar a rodada na liderança, uma vez que o Inter enfrentará o Grêmio.

Não se fechou e fez tudo o que não poderia fazer. Deixou espaço, suficiente para aos 38/2T tomar o inacreditável gol de empate. O bom veterano Ricardo Oliveira, mas já com “78 anos”, recebeu na esquerda, avançou e passou para Sarrafiore bater, no meio da grande área, enfiando o pé e rompendo Volpi, que não teve culpa.

Minutos finais da partida. Não havia muito o que fazer. Diniz ainda tirou Juanfran e Igor Gomes para as entradas de Igor Vinicius e Toró. Nada de novo…

No dia em que aconteceu um absurdo atentado ao ônibus do São Paulo, o futebol apresentado pelo time também foi atentado ao torcedor, que sofre há 12 anos por um título maior.

Protestar é um direito, mas agressão não há justificativa. Dia de vergonha dentro e fora de campo.

Crédito foto: Estadão.

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Escrito por Ricardo Flaitt