São Paulo quer triplicar receita do programa de sócio-torcedor

Valores arrecadados até agosto deste ano com o programa ST são considerados medíocres pelos dirigentes e conselheiros do clube, que agora estudam mudanças

São Paulo quer se espelhar no Flamengo para aumentar a receita com sócios-torcedores. Em junho, o time carioca estimava faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões com seu programa em 2019.

De janeiro a agosto, o São Paulo havia projetado receber R$ 8 milhões com sócios-torcedores e ganhou cerca de R$ 6,5 milhões. Ou seja, aproximadamente R$ 1,5 milhão a menos do orçado. 

Dirigentes e conselheiros do São Paulo consideram esses valores medíocres, segundo o Globoesporte.com.

Nas redes sociais, o que mais vemos é torcedores reclamando da falta de vantagens de pagar o ST. Por isso o clube quer revitalizar o programa. E a meta inicial é triplicar o faturamento anual. Há o desejo de levantar pelo menos R$ 24 milhões anuais, o que na média representaria R$ 2 milhões por mês.

Até o fim de outubro, o São Paulo contabilizava 31,1 mil sócios-torcedores com pagamentos em dia. Impulsionado pela boa fase do time em campo e dono da maior torcida do Brasil, o Flamengo é o líder disparado, com 145 mil sócios-torcedores.

Nesse contexto, o clube quer contratar a Feng – Fan Engagement Marketing e Inteligência Ltda, empresa que trabalha nos programas de sócio-torcedores de Flamengo, Vasco e Santos. Ela seria responsável pelas campanhas de captação de novos sócios, em gerir a estratégia de venda, tecnologia, inteligência virtual e processos de manutenção dos programas.

O Conselho Deliberativo do São Paulo, no entanto, barrou o acordo com a empresa na reunião da última segunda-feira, por conta de uma cláusula de multa de R$ 1,5 milhão.

Agora, o contrato voltará para a diretoria para que haja mudanças nesta cláusula. Feito isso, os conselheiros farão nova votação. A expectativa é de que após a modificação o Conselho aprove a parceria com a empresa. Mas a próxima reunião só deverá ocorrer em dezembro, o que vai atrasar esse processo.

O acordo com a Feng prevê à empresa 15% do faturamento mensal do montante que o programa de sócios arrecadar a mais do que os planos atuais. Ou seja, caso o programa de sócios-torcedores alavanque R$ 100 em relação ao atual momento, a Feng fatura R$ 15. Se não houver qualquer tipo de aumento, a contratada não recebe nada pelo acordo.

Exemplo: vamos supor que o São Paulo fature atualmente R$ 6 milhões e passe para R$ 8 milhões com a Feng. A Feng então receberá 15% de R$ 2 milhões no ano, que representa R$ 300 mil.

Dirigentes e conselheiros consideram ruim para o São Paulo a cláusula de multa de R$ 1,5 milhão no contrato com a empresa que vai gerenciar o programa de sócio-torcedor.

A avaliação é de que o clube só perderia, pois poderia ser punido duplamente, caso os resultados não fossem os esperados e ainda tivesse de pagar uma penalização. Agora a ideia é mudar isso, tornar o clube isento e atrelar pagamentos à empresa ao crescimento do número de sócios.

Foto: Divulgação
Fonte: Globoesporte.com