in ,

Profeta fala das mudanças internas e os problemas de gestão vividos pelo Tricolor

Hernanes está em sua terceira passagem pelo Tricolor, e em entrevista para o Globoepsorte.com, falou sobre o que mudou no clube desde o Bicampeão brasileiro em 2007 e 2008

Revelado na base do São Paulo em 2005, Hernanes é um dos jogadores do atual elenco que mais conhece o clube. Bicampeão brasileiro em 2007 e 2008, o meia está em sua terceira passagem pelo Tricolor, em um momento bem diferente do vivido na década passada.

Sem um título desde 2012, quando conquistou a Copa Sul-Americana, o São Paulo vive uma seca e deixou de ser uma referência no quesito gestão. Em entrevista ao Globoesport.com, Hernanes, aos 34 anos, opinou sobre isso e falou como o clube vem se reestruturando.

Primeiro porque tinha uma constante, tinha pilar, base, alicerce… Eu cheguei no São Paulo em 2001. Minha primeira passagem foi até 2010. A organização que o São Paulo tinha estava sempre acima e na frente dos demais clubes, tanto de CT, quanto de estádio e organização. O São Paulo mostrava uma organização muito sólida. Tanto é que em 2002 comecei a receber ajuda de custo. Só para dar um exemplo: nunca nesse período o São Paulo atrasou um pagamento sequer. Era pontual. Parecia um computador. Ou seja, mas não é só por isso. Esse fato demonstra algo maior que está por trás“, afirmou. 

E completou: “Todo mundo queria jogar no São Paulo, porque era um clube organizado, um clube que tem estrutura. Aí quando vai se perdendo aqui, aí os jogadores que vêm já não são os melhores. E depois que se vem, até poderiam ser os melhores, mas não fica muito tempo, porque foi um período que mudou muito os jogadores. Não tinha constância. É uma equação simples de entender, mas complexa de fazer. Pra você criar essa estrutura sólida não é como um passe de mágica. Requer tempo. Pelo menos desde 2018 já começou a melhorar um pouco, 2019 melhorou ainda mais e agora vemos uma constância maior de jogadores. A diretoria tentando se arrumar e se organizar. Fica muito simples: começa com a organização e a estrutura, depois os jogadores, e com a permanência dos jogadores e jogadores de qualidade. Então, acho que não está longe disso, não.” 

Foto: Felipe Ruiz 
Fonte: Globoesporte.com

O que achou?

Escrito por Natália Milreu