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Novo presidente do Tricolor terá muito trabalho

Eleição, marcada para o mês de dezembro, será uma das mais importantes da história do clube; por fim Ledo deixará o poder

O ano de 2020 é um dos mais importantes da história do São Paulo. Em grave crise financeira e sem títulos há muito tempo, o clube passará, no final do ano, por uma eleição presidencial que já vem movimentando os bastidores do clube.

Até o momento, apenas Julio Casares oficializou sua candidatura, mas é possível que Marco Aurélio Cunha e Roberto Natel também entrem na disputa. E esse futuro mandatário terá uma série de “pepinos” para resolver logo que assumir o cargo…

Provavelmente o primeiro problema que o novo presidente tentará resolver é a falta de títulos. Um dos times mais vitoriosos das últimas décadas, o São Paulo não levanta sequer uma taça desde 2012, quando foi campeão da Copa Sul-Americana, em partida polêmica contra o Tigres, da Argentina.

VALE LEMBRAR QUE ainda há a possibilidade da equipe ser campeã ainda em 2020, na gestão de Leco. O único torneio que ainda poderá encerrar neste ano é o Paulistão, na qual o Tricolor está na primeira colocação de seu grupo e com a terceira melhor campanha geral. Isso devido a muito erros de arbitragem, que se não tivessem ocorrido, o São Paulo teria a melhor campanha geral do estadual.

Falando em dívidas, isso com certeza é algo que vai tirar o sono do novo presidente são paulino. Mas também, são tantos os débitos que fica até difícil de calcular.

De acordo com levantamento da Sports Value, o São Paulo atualmente possui uma dívida de R$ 503,2 milhões, a oitava entre os maiores clubes do Brasil. O grande problema é que esses valores estão aumentando muito nos últimos tempos. Segundo levantamento financeiro divulgado pelo clube, em 2019, o déficit foi de R$ 156 milhões.

Além de contratações caras e eliminações precoces, algo que deve ter contribuído para o aumento das dívidas são os valores pagos a intermediários em negociações. Segundo o próprio clube, o débito com os agentes de atletas é de R$ 33,1 milhões. Apenas em 2019, em chegadas como as de Alexandre Pato, Hernanes e Daniel Alves, esse valor cresceu 75%. Em 2018, a dívida com agentes era de R$ 10,6 milhões.

E como se não bastasse, o São Paulo agora está acumulando dívidas com ex-jogadores. Alguns deles optaram por processar o clube, como por exemplo Maicon, que alega que não recebeu hora-extra e adicional noturno nos tempos em que defendeu a equipe.

Mais recentemente, quem também entrou na Justiça contra o São Paulo foi o zagueiro Lucão, cobrando uma indenização por danos morais. Segundo o próprio, ele foi “tratado injustamente” por alguns dirigentes do clube.

E todas essas dívidas ficam ainda mais difíceis de serem pagas por causa do faturamento do clube, que vem baixando ano a ano. Em 2019, ele foi de R$ 398 milhões. Em 2020, por conta da pandemia de coronavírus, é bem provável que ele seja menor ainda.

Outro ponto que merece uma atenção do futuro presidente é o marketing. Outrora tratado como pioneiro, o clube hoje em dia não tem sucesso em ações nem mesmo com Daniel Alves, tido como um dos melhores laterais dos últimos anos, o que, além de prejuízo, desagrada a torcida.

A torcida, aliás, é outro “problema” para o novo presidente. Acostumada com títulos e sucesso fora de campo, nós vamos monitorar dia a dia o novo presidente, que terá de cumprir o que prometer, ou passará quatro anos sendo cobrado.

Foto: Montagem R7

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Escrito por Rodrigo Alcântara