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Luto no futebol brasileiro

Oswaldo Fumeiro Alvarez, mais conhecido por Vadão, faleceu nesta segunda-feira, decorrente de complicações a um câncer no fígado; em 2001 foi campeão do Rio-SP pelo Tricolor

O ex-treinador de futebol Oswaldo Alvarez, o Vadão, estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser diagnosticado com câncer em dezembro de 2019, desde então ele vinha realizando tratamento, mas teve que ser internado no último dia 12 de maio. No entanto, o quadro de Vadão já era considerado grave e ele acabou não resistindo ao tratamento de quimioterapia e radioterapia.

Aos 63 anos, Vadão deixa sua esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvares, que fazia a parte de assessoria de imprensa do pai. O velório e sepultamento – restrito aos familiares por conta da pandemia do novo coronavírus – acontecerão em Monte Azul Paulista, sua terra natal.

O último trabalho de Vadão foi pela seleção brasileira de feminina, de onde foi demitido em julho de 2019 depois da Copa do Mundo.

Em suas duas passagens pela seleção, Vadão conquistou duas Copas Américas (2014 e 2018), a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos de 2015, dois Torneios Internacionais, além de um quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Brasil em 2016.

Vadão dirigiu a seleção feminina até julho do ano passado  — Foto: Reuters

Ao longo da carreira como treinador, ele também teve passagens marcantes por São Paulo, onde lançou Kaká no time profissional e foi campeão do Torneio Rio-SP (o único da história são-paulina), Atlético-PR, Guarani, Ponte Preta, Corinthians, Mogi Mirim, entre outros clubes.

Identificado com os dois times de Campinas, Vadão é conhecido na cidade como “Mister Dérbi” por nunca ter perdido um clássico na cidade. A invencibilidade é de nove jogos, com cinco vitórias (quatro pelo Guarani e uma pela Ponte) e quatro empates (três pela Ponte e um pelo Guarani).

A carreira de Vadão também começou no interior paulista. Foi com o Carrossel Caipira no Mogi Mirim com Rivaldo, Leto e Válber que o treinador ganhou visibilidade nacional no início da década de 90.

Foto: Divulgação

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Escrito por Rodrigo Alcântara