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Entrevista Fernando Diniz

Fernando Diniz concedeu entrevista após a derrota para o Bragantino, no Morumbi e 

Ponderado e um pouco “irritado” com o revés em casa, Diniz não culpou nenhum atleta e nenhum setor pela derrota. Treinador comentou sobre as cinco substituições e projetou duelo contra o Guarani.

Leia a entrevista do técnico Fernando Diniz:

  • Avaliação do jogo

Claramente o time sentiu a falta de ritmo, da forma que a gente parou e retornou, mas fazendo uma avaliação geral a gente poderia ter produzido mais do que produziu no jogo.

  • Cinco substituições ajudam na parte física, mas atrapalham o entrosamento? É um desafio para o treinador?

É um desafio pela questão do tempo parado. Acabou sendo uma necessidade (cinco substituições) e eu não gosto muito de fazer muitas mudanças. Eu gosto de mexer no time para melhorar. Hoje a gente mexeu para poder melhorar, não por conta de ter cinco substituições ou mexer de maneira protocolar. Às vezes eu não uso nem as três que eu tenho direito dadas nas condições normais. Hoje fiz as mudanças para tentar melhorar a equipe e tentar o empate e quem sabe virar.

  • O sistema defensivo deu mais espaços e sofreu três gols pela primeira vez no ano. Isso preocupa?

Não é uma coisa para se preocupar. Ao mesmo tempo também foram três bolas no gol. As três bolas que chutaram e foram dois gols de fora da área. Não adianta falar de sistema defensivo jogou mal nesse sentido. A equipe poderia ter jogado melhor, mas não foi que a gente foi envolvido.

O único passe que entrou na linha de defesa de fato foi o segundo gol que foi um erro coletivo, de linha de passe ficou muito aberta e depois teve uma jogada individual do jogador do Bragantino e acertou um belo chute. Não é que foi o sistema defensivo que foi mal e deu muitas chances. Na realidade o Volpi não fez nenhuma defesa. Eles tiveram felicidade nos arremates e conseguiram fazer três gols.

  • Quais pontos o time evoluiu e quais precisam ser consertados?

Se a gente considerar da maneira que a gente parou não tem ponto em evolução. Pelo contrário, a gente precisa melhorar em todos os aspectos do jogo, tanto na construção, na agressividade, na marcação, na reação após a perda da bola, na saída com o goleiro que é um ponto forte do nosso time.

Então a gente tem muitas coisas para melhorar se você considerar da parada a gente tem muita coisa para melhorar. Da maneira que a equipe voltou, depois de quase quatro meses, a gente evoluiu bastante na questão física, técnica e tática trabalhamos pouca coisa.

Não dava para fazer muito tático, uma vez que os jogadores estava com déficit físico, de jogo coletivo. Então a gente priorizou a intensidade física nos treinamentos e a gente colocou a parte tática em segundo plano, que a gente vai começar ajustar agora. Com o início do calendário a gente vai ter que trabalhar a parte tática, porque não vai ter tempo para treinos intensos.

  • Daniel Alves e Tchê Tchê estão suspensos. Pretende poupar jogadores pendurados e preparar o time para as quartas de final?

Essa é uma possibilidade. Não tem nada definido ainda. Já estava pensando nisso. Vamos ver como os jogadores vão chegar para serem reavaliados fisicamente. Temos até domingo para definir isso.

  • Corinthians depende do São Paulo contra o Guarani na última rodada para se classificar

O São Paulo não tem de pensar no Corinthians, tem que pensar no São Paulo. Temos de vencer o maior número de jogos possível e pensar na conquista do campeonato. Não tem de ficar pensando em outro time a não ser o São Paulo.

  • Escolha do Pablo para substituir Antony e quais as diferenças entre eles

São características completamente diferentes. O Pablo é um jogador de área e de último toque. Hoje (quinta-feira) fez um bonito gol de fora da área e um muito da característica dele, de cabeça. Então são jogadores que praticamente não se assemelham em nada.

O Antony é um jogador de muito drible, agilidade e velocidade. Tem o um contra um fantástico. O Pablo é um jogador mais interno e que contribui muito também na fase defensiva. Um jogador alto, acostumado a fazer gols. Foi premiado com dois gols pelo esforço que sempre tem, pela pessoa que é, um jogador que se dedica de maneira intensa para defender bem o clube e colaborar em todos os sentidos com a equipe.

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Escrito por Rodrigo Alcântara