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Diniz: “Futebol sem público é tipo cerveja sem álcool, sem graça”

Em entrevista coletiva, após o jogo desta quarta-feira no Morumbi, Diniz falou sobre seus jogadores, pontuação do campeonato e do futebol sem público

Nesta quarta-feira, o São Paulo venceu o Atlético Mineiro por 3 a 0 no Morumbi e abriu sete pontos de vantagem para o clube de Belo Horizonte.

Se por um lado o torcedor olha a tabela do Brasileirão e já faz as contas para o potencial título a 12 rodadas do fim, Fernando Diniz mantém os pés no chão.

Eu não faço conta, nunca fiz conta. Eu gosto de fazer a conta do próximo jogo. Agora é o Grêmio na Copa do Brasil. Tem que tentar controlar. São os meios que a gente tem. A conta que eu faço é de trabalhar cada vez mais e melhor”, disse o técnico, em coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG no Morumbi.

Justamente no momento em que está em alta com a torcida, o técnico não pode sentir o calor dos são-paulinos no estádio. Mas ele até brincou com essa situação.

Futebol sem público parece um pouco cerveja sem álcool, é um pouco sem graça. É uma pena que o torcedor não possa estar nesse momento. Aqui no Morumbi a força da torcida é gigantesca. Eu sentia muito no banco naquele jogo contra a LDU, foi muito emocionante e arrepiante. Espero que essa pandemia possa passar o quanto antes para o torcedor voltar e fazer a festa que gosta de fazer“, analisou o treinador.

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Diniz vê partida de almanaque do São Paulo: “São jogos assim que marcam”

O técnico Fernando Diniz disse que o Tricolor fez uma verdadeira partida de almanaque, dominando o adversário do início ao fim da partida, embora o Galo tenha assustado em alguns momentos.

“É um grande jogo, contra um grande rival. Pelo tamanho de São Paulo e Atlético-MG, como os times estão na tabela, claro que tem um “Q” especial, envolve uma adrenalina maior. São jogos assim que marcam. De fato, marcam, mas, sobretudo, valem três pontos, assim como o próximo. É um jogo especial porque o treinador [Jorge Sampaoli] é muito bom, o time é qualificado e é vice-líder do campeonato”, afirmou Fernando Diniz.

Treinador são-paulino fala sobre as trocas que deram certo e a satisfação com a entrega do elenco:

Embora o trabalho feito no São Paulo seja bem autoral, nesta quarta-feira o técnico Fernando Diniz teve ainda mais méritos pelo resultado positivo. Sem Luciano, o treinador apostou em Tchê Tchê improvisado no ataque, pressionando a saída de bola adversária. Deu certo. No segundo tempo, Vitor Bueno e Toró, que substituíram Igor Gomes e Gabriel Sara, tiveram participação direta nos gols tricolores.

“A satisfação maior não é por conta de ter dado certo porque botei um ou outro, a escolha do Tchê Tchê, Vitor Bueno, Toró. Minha satisfação é os jogadores entenderem a importância do jogo, que tínhamos um adversário muito duro, contra um dos melhores treinadores do mundo e um time qualificado. Nosso time trabalhou demais hoje, e minha maior satisfação é essa. Trabalho árduo de todo mundo, tático, físico, técnico. Até mesmo dos jogadores do banco, transmitindo energia positiva para quem estava no campo”, prosseguiu.

“Tudo é uma questão de momento. O Tchê Tchê é um jogador muito regular, e o Atlético-MG ocupa muito o meio-campo. Precisávamos de um jogador para flutuar entre as linhas, adiantar a marcação e, caso não conseguíssemos retomar a bola lá na frente, voltar rápido. Ele é um dos titulares, conhece o sistema. Talvez ele seja o que mais conhece o sistema, por já ter trabalhado comigo há muito tempo”, afirmou Diniz.


Líder do Brasileirão, o São Paulo agora volta a campo pela semifinal da Copa do Brasil, contra o Grêmio, na próxima quarta-feira (23), na Arena do Grêmio.

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Escrito por Rodrigo Alcântara