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Diniz comenta sobre o seu estilo de jogo

Em entrevista ao UOL Esporte, treinador do Tricolor falou sobre o seu estilo de jogo e a relação que tem com os jogadores do elenco

Fernando Diniz falou em entrevista sobre o seu estilo de jogo, a comparação que fazem dele com Guardiola e relação com os jogadores e como ser psicólogo ajuda em algumas horas. 

“Eu acho que na minha relação com os jogadores eu devo ser mais parecido com Diego Simeone. A coisa de entrar neles, tentar extrair o máximo, uma relação muito forte entre as partes”, falou. 

Diniz nunca se autoproclamou o Guardiola brasileiro. Ele apenas gosta que seus times joguem bola, o que deveria ser básico e poderia estar acontecendo por aqui há mais de dez anos.

“O meu jogo em si tem muita inspiração no Guardiola, no sentido de querer impor o jogo, dominar, se divertir, acho que entendemos o futebol de maneira parecida, possivelmente. Mas é curioso: quando vi jogos dos times dele no estádio, ao vivo, fica muito claro que o modo de executar é muito diferente”, explica.

E completou: “O time dele é absolutamente posicional, é um jogo em que jogadores guardam as posições nas faixas de campo que ocupam. E o jogo chega até eles. As exceções são o centroavante, no caso o Aguero, e o primeiro homem, o Fernandinho. Meu time de hoje, por exemplo, é totalmente diferente. A gente tem muita troca de posições, guarda pouca posição no meio e na frente, tenta aplicar um jogo dinâmico, é uma participação coletiva diferente.”

O treinador também comentou sobre o fato de ser psicólogo e conseguir utilizar isso com os jogadores. 

“Conseguir aprofundar a relação com eles é um dos pilares do meu trabalho. Não atribuo um peso grande ao fato de eu ter feito psicologia. Nada. Nem penso (em usar técnicas). Já devo ter usado em alguma dinâmica, mas não planejo. Já o fato de ter feito e fazer terapia me ajuda. Conhecer a si próprio te facilita para conhecer o outro. Mas o mais importante disso é gostar dos jogadores. Saber ouvir, ter empatia. E para mim é fácil ter, porque eu fui um deles e ter sido jogador é um pedaço que vai morrer comigo, ser oriundo do mesmo berço social. Embora o mundo esteja mudando muito, isso facilita. As coisas importantes da vida nunca vão mudar. Ser compreendido, ter espaço para falar, ter cicatrizes emocionais que precisam ser vistas. As pessoas precisam de carinho, de afeto, direcionamento. Nada substitui o contato humano. Abraçar, se comunicar, ver a expressão facial. A energia que troca é muito diferente”

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Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Natália Milreu