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Depois de perder espaço no profissional, Helinho volta a jogar pelo sub-20

Jogador despontou no Tricolor no final de 2018, mas não soube aproveitar as oportunidades na equipe titular, caiu muito de rendimento e agora voltou para o sub-20

Helinho despontou no São Paulo, no final de 2018. Logo em sua estreia nos profissionais, fez um golaço no empate de 2 x 2 contra o Flamengo, dando esperança ao clube e torcedor que nasceria mais uma joia da base. 

Porém, não foi isso que aconteceu. Embora tenha sido utilizado na Copa Libertadores como titular, ele perdeu espaço no elenco e, em menos de um ano, foi parar no sub-20. Na última quinta-feira, ele participou da derrota para o Corinthians, nas quartas de final do Brasileirão da categoria. A atuação de Helinho foi considerada apática.

Neste domingo, o meia-atacante será usado novamente pela equipe da base para enfrentar o Palmeiras, no Morumbi, pelas semifinais do Paulistão. A intenção é resgatar o futebol de Helinho e dar ritmo de jogo ao atacante.

O atleta de 19 anos é considerado muito talentoso, mas desconectado da realidade. Psicólogo de formação, o técnico Fernando Diniz tem conversado com o jogador. Ele não foi usado nenhuma vez pelo comandante nos profissionais.

Dentro e fora do clube há opiniões de que Helinho é um jogador melhor e com mais recursos do que Antony. Mas o entorno do jogador é menos estruturado.

A avaliação é de que o golaço contra o Flamengo elevou Helinho a um status que ele não atingiu no futebol, entre familiares, amigos e pessoas com quem convive no dia a dia.

As mudanças de treinador tiveram impacto para Helinho. No total, ele jogou 20 vezes neste ano (incluindo o Torneio da Flórida). Veja abaixo quantas partidas ele fez com cada técnico:

André Jardine (dirigiu o time de janeiro a 13 de fevereiro): oito – sete como titular e um saindo do banco

Vagner Mancini (comandou a equipe de 14 de fevereiro a 30 de março) : quatro – dois como titular e dois saindo da reserva

Cuca (treinou o time de 1º de abril a 25 de setembro): oito – um como titular e sete saindo do banco

Fernando Diniz (treina o time desde 26 de setembro): não jogou e sequer foi relacionado para três jogos

Helinho tem contrato até abril de 2023. A missão do São Paulo é evitar que o jogador com futuro promissor se transforme num talento desperdiçado.

Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Fonte: Globoesporte.com

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Escrito por Natália Milreu