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Dani Alves cobra mais atitudes contra racismo do que postagens nas redes sociais

Lateral direito do São Paulo, em entrevista à CNN, revelou que já sofreu com a discriminação racial várias vezes e que ficar fazendo publicações na internet não irá ajudar em nada

Camisa 10 do Tricolor já sofreu com episódios de racismo em sua carreira, uma delas, que ganhou proporções maiores foi quando em um jogo do Barcelona, ele foi bater o escanteio e jogaram uma banana. Ele comeu a banana e seguiu o jogo. 

Em entrevista para  à CNN, revelou que já sofreu com a discriminação racial várias vezes e que ficar fazendo publicações na internet não irá ajudar em nada.

“Eu vivi essa situação de perto, mas não quis superdimensionar para não dar importância para o infrator. Quis combater de uma forma mais espontânea. A minha evolução não vai estar posta em xeque com seu mau caráter, seu racismo ou sua forma de entender um outro ser humano. O ódio não pode ser combatido com ódio, tem que ser combatido com amor”, disse. 

“Se você colocar o ódio para fora, estará se igualando ao infrator. A gente tem que punir quem comente esses atos, senão a gente vai estar generalizando.”

E completou: “Não foi agradável para mim no meu momento, mas eu vivi isso em muitos momentos, em vários lugares, fui tentando ser superior a tudo isso, e criar um vínculo de amor, de perdoar, senão gera confronto, gera guerra, e guerra não leva a nada. É só assim que eu acredito na evolução da humanidade.”

Na opinião do atleta de 37 anos, publicações na internet, como as feitas nos últimos dias após a morte de George Floyd nos Estados Unidos, não contribuem de fato para o combate ao racismo. 

“Ir na internet e colocar uma pantalha (tela) negra, falar que a vida negra também importa, eu não estou de acordo. Para mim as vidas importam. Seja negra, seja branca, seja lésbica, gay… Para mim, todas as vidas têm o mesmo valor e o mesmo sentido”, afirmou.

E finalizou: “O que eu acho é que as pessoas precisam entender que por se manifestarem, elas não vão combater nada. É muito ‘pray for’ (reze por, em inglês, expressão usada em manifestações) quando acontece alguma coisa, mas as pessoas não fazem nada. A gente tem que ficar sempre com as ações das pessoas, que elas fazem quando ninguém vê, com as lutas que não são tão expostas.”

Foto: Reprodução TV
Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Natália Milreu