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Como é a bolha sanitária sugerida para a volta dos jogos do Paulistão?

Presidente da FPF. Foto: AGIF

A Federação Paulista e os 16 times do campeonato elaboraram um plano para tentar a volta das partidas em São Paulo

A Federação Paulista de futebol segue tentando autorização para que o Governo de São Paulo libere a realização de jogos de futebol no estado. Juntos aos 16 times do Paulistão, a FPF elaborou uma proposta para apresentar ao Ministério Público, que envolve o sistema de “bolha”.

O Paulistão, por conta das medidas do Plano São Paulo para controle da pandemia de Covid-19, está paralisado desde o dia 15 de março. A Federação, porém, não aceita que a competição estadual esteja suspensa e segue em busca de alternativas.

Depois de levar alguns jogos para fora de São Paulo, a FPF elaborou um plano, junto aos 16 times participantes da competição, para que o Paulistão seja retomado no estado, de forma segura e aprovada pelo MP.

O principal argumento do documento é a criação de uma “bolha”, como aconteceu em outras competições, como a reta final da Liga dos Campeões e na NBA. A proposta é manter todos os atletas do Paulistão em um “ambiente controlado”, onde os riscos são monitorados e minimizados.

Este local pode ser um hotel, Centro de Treinamento ou qualquer lugar que concentre os jogadores de forma segura. Todos que quiserem entrar devem passar por um teste de Covid-19 24 horas antes.

Dentro dessa bolha, todos devem ser testados regularmente e, em caso de resultado positivo, o infectado deverá ser afastado imediatamente do convívio dos demais. Estes protocolos são válidos para todos que estiverem concentrados juntos – atletas, comissão técnica, médicos, cartolas, entre outros -, que devem estar em um número reduzido.

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Confira os tópicos do plano da FPF:

  • Para se manter o conceito de segurança no futebol, no atual momento, deverá haver um “endurecimento” do protocolo anterior, com as seguintes providências de conduta que, sob o ponto de vista médico, devem ser tomadas como necessidades mínimas para continuidade do Campeonato Paulista durante a Fase Emergencial:
  • Manter os atletas em “Ambiente Controlado” (“Bolha like”), entendido como local onde os riscos são monitorados e minimizados.
  • Reforçar e seguir rigorosamente todos os itens do protocolo já definidos na edição anterior;
  • Todos que tiverem que entrar na concentração deverão ser testados nas 24 horas antecedentes;
  • Os atletas, comissão técnica, assim como todos os que estiverem na concentração, devem ser submetidos regularmente aos testes de RT-PCR antes e depois de cada partida, com intervalo máximo de 3 dias entre os testes;
  • Na eventualidade de se ter um teste RT-PCR positivo, além do atleta ser imediatamente afastado; deverá ser orientado o rastreamento de contato, conforme o relato do atleta, para identificar outras possíveis contaminações;
  • Os colaboradores que se deslocarem para suas casas (estafe dos clubes) deverão ser testados diariamente com RT-PCR;
  • Diariamente, todos os colaboradores deverão ter a aferição da temperatura e serem submetidos ao questionário epidemiológico, que será controlado pelo Departamento Médico do clube;
  • Reforçar as orientações do protocolo anterior, para evitar acúmulo de pessoas em determinados ambientes fechados como, Fisioterapia, Academia, Restaurante, Laboratório, vestiários…
  • Reduzir o número de colaboradores e concentrar os que puderem permanecer;
  • Na cozinha, deverá haver fiscalização rigorosa com monitoramento e reforço constante do treinamento dos colaboradores, de acordo com as normas da Associação de Bares e Restaurantes;
  • Em relação à limpeza, a equipe deverá ser treinada e orientada para higienização reforçada, além de manter cheios os reservatórios em locais estratégicos com álcool gel.;
  • Toda e qualquer entrega de embalagem externa deverá ser higienizada com o álcool 70o antes de entrar na concentração;
  • O médico do clube mandante deverá informar ao Comitê Médico da FPF sobre a existência de vagas hospitalares e disponibilidade de leitos de UTI em hospital da cidade, para eventual caso de emergência médica durante a partida. No caso de jogos em outras cidades, o Departamento de Competições da FPF comunicará o Comitê Médico da FPF.

Foto: AGIF

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Escrito por Rodrigo Alcântara