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Clubes temem perder cota do Paulistão, por isso aceitaram jogar em outro Estado

Clubes temem perder cota do Paulistão, por isso aceitaram jogar em outro Estado

Os clubes temem perda ou congelamento no pagamento do contrato de direitos de transmissão da Globo para o Paulistão

O contrato vale R$ 200 milhões somente em 2021 para todas as plataformas (TVs aberta e fechada, streaming e pay-per-view). Por esse motivo, principalmente, os 16 participantes aceitaram atuar em outros estados com jogos marcados em cima da hora. 

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Em caso extremo, de cancelamento definitivo da competição, os clubes teriam que devolver à emissora cerca de R$ 80 milhões que já foram pagos pela edição 2021 do Paulistão. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo recebem R$ 30 milhões por temporada do acordo que acaba este ano. Já os menores, em média, ganham R$ 7 milhões — valor variável a cada um devido a partidas que passam em TV aberta e fechada. Isso totaliza cerca de R$ 200 milhões.

O governo de São Paulo proibiu os jogos de futebol em São Paulo inicialmente até o fim de março por causa do aumento no número de casos e mortes por covid-19 na segunda onda da pandemia no Brasil. Nesta sexta (26) foi anunciada a prorrogação do decreto até 11 de abril, o que vai impactar novamente nas datas do campeonato, que tem final prevista para 23 de maio. 

Como CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) não pretendem modificar as datas de seus torneios, como o Brasileirão ou a Libertadores, a Federação Paulista de Futebol tem duas opções para não atrasar a competição: marcar jogos do grandes, que têm compromissos pelos outros campeonatos, em estados diferentes ou futuramente apertar o calendário, o que fará as equipes atuarem até três vezes por semana, com pouco mais de 48 horas de diferença entre os confrontos. 

Em 2020, com o campeonato parado de março a julho, a Globo congelou a cota e foi pagando a conta gotas até o fim da competição. Em 2021, por causa da extensão da crise econômica, a emissora já sinalizou que nem essas parcelas menores poderão ser desembolsadas caso haja paralisação. 

Há pressão também de patrocinadores da emissora, que pagam milhões por ano. A Globo tem nesses primeiros meses da temporada 2021 do futebol o Paulistão como seu principal produto, junto com a Copa do Brasil, já que não tem mais o Carioca (não renovou e hoje é da Record) e nem a Libertadores (distrato feito judicialmente).

Foto: Reprodução
Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Natália Milreu