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Clubes brasileiros fazem pacto para não contratarem jogadores com ações trabalhistas “abusivas”

Principais clubes brasileiros elaboraram uma lista de pedidos que consideram abusivos em ações trabalhistas movidas por jogadores, treinadores e funcionários

A partir desta lista, os clubes fizeram um pacto de não contratação de profissionais que tenham processos contendo estes pedidos contra qualquer uma das agremiações participantes, condicionando qualquer contrato à retirada deles. A iniciativa foi gestada no 20jur, grupo que reúne os departamentos jurídicos dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.

O UOL Esporte teve acesso ao documento que circulou entre os clubes contendo os pedidos considerados abusivos. Dentre eles, estão pontos que causaram polêmicas recentes no futebol brasileiro, como “acréscimo remuneratório pelo trabalho aos domingos independentemente da previsão de folga semanal” e “pagamento de adicional noturno a atleta profissional.

Departamentos jurídicos de vários clubes da Série A confirmam a existência da lista e do acordo para que contratações de autores destes pedidos na Justiça contra qualquer clube sejam evitadas até que eles os retirem. À reportagem, os advogados afirmam que não há qualquer restrição contra autores de ações trabalhistas em busca de seus direitos de forma geral, mas que consideram os pedidos da lista distorções que desconsideram as particularidades do futebol e são explorados por profissionais e seus advogados.

Segundo o UOL Esporte o tema já chegou aos jogadores. Dirigentes de dois grandes clubes brasileiros citaram a lista em reuniões com jogadores sobre reduções salariais causadas pela pandemia do novo coronavírus. O pacto foi citado em tom de alerta para eventuais ações que venham a surgir por causa da crise que a covid-19 provocou no futebol.

Foto: Thaís Magalhães/CBF

Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Natália Milreu