Ceni comenta grupo da morte na Libertadores

Em entrevista ao site Lance!Net, Rogério Ceni comentou sobre o grupo do São Paulo na Libertadores do ano que vem, que foi considerado o “Grupo da Morte” do torneio.

Apesar da dificuldade, Rogério viu de forma positiva a chave e acredita que isso forçará o clube a se preparar melhor.

Em sua 11ª Libertadores da carreira, o capitão disse que nunca enfrentou um grupo tão difícil.

– Não tem escolha: pegar Inter ou pegar Corinthians, isso aí tanto faz. Os dois são bons times, são grandes times, não dá para dizer preferível. A gente vai ter que se preparar bem para enfrentá-los, já em fevereiro, março do ano que vem. Foi bom, muito bom ter caído em um grupo muito forte. Acho que é o pensamento de montar um time muito forte que não sirva só para Libertadores e, sim, para Paulista e Brasileiro também. Acho que isso pode mexer também com o lado das pessoas que precisam trabalhar na montagem desse time. Por isso foi extremamente favorável – declarou Ceni na entrevista.

O sorteio ocorreu na terça-feira e o São Paulo caiu no Grupo B junto do atual campeão San Lorenzo (Argentina), Danúbio (Uruguai) e um terceiro oponente ainda a ser definido na pré-libertadores. Dentre as possibilidades deste terceiro oponente, destacam-se Internacional e Corinthians, que devem definir seus destinos no próximo sábado, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Segue abaixo a íntegra da entrevista de Rogério concedida ao Lance!Net:

O que achou do sorteio da Libertadores? O grupo ficou forte.
Acho que ficou bem complicado, bem difícil, mas por outro lado acho muito bom que seja assim, porque podemos nos preparar desde já. Para ter um time mais competitivo, que vai enfrentar o atual campeão da Libertadores, um time uruguaio de marcação, muita força, e tudo indica que Inter ou Corintians. Acho que ninguém vai fazer aquela pontuação para se destacar em primeiro lugar geral, estarão equilibrados, mas também acho que quem sobrevive em grupos assim tende a ganhar corpo, força, e se sobressair depois.

Já encarou grupo tão forte?
Nunca encarei um grupo tão difícil, não, com tanto time bom. Em 2012 dependemos da última rodada para passar, dependendo de resultado, outra vez vencemos quatro jogos dos cinco, fizemos 12 pontos e os outros dois tinham nove. Jogamos contra Alianza Lima (PER), em 2004, e com quatro vitórias em cinco jogos não tínhamos classificação garantida. Tivemos que jogar o último em casa. A LDU (EQU) tinha 12, o São paulo tinha 12, saímos perdendo e viramos para 3 a 1. Nos classificamos com 15, mas fomos até os 12 sem garantia. Essa pontuação hoje dá classificação com 99% de chance. Agora é uma fase de grupos de peso, com uruguaio, argentino, colombiano ou brasileiro, grupo que tem bastante peso.

Você ficou muito animado com o grupo, parece.
Eu fiquei. Temos possibilidade de nos preparar bem. Também tem de ver que quem vai a Pré-Libertadores também tem tensão a mais, é um jogo que pode mudar tudo. Qem classifica direto tem tempo maior, tempo para se encontrar maior. Mas quem passa ganha mais forças. É um desafio sempre, um jogo mal feito e te tira da competição.

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