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Casares evita prometer reforços e não descarta vender jovens

Casares visita a sede da CBF - Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Presidente diz que busca por novos jogadores começará pelas categorias de base e que o futebol estará inserido em nova realidade econômica

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente do São Paulo, Julio Casares reforçou o impacto da crise financeira do clube no início de sua gestão.

Casares afirmou que o futebol “estará inserido nessa nova realidade”, que a busca por reforços começará por atletas da base e evitou prometer a manutenção das revelações de Cotia no elenco.

“Realmente na transição não só tomamos conhecimento da questão financeira, mas também de detalhes do futebol. Já vislumbrando um futuro em que nós temos a ciência terrível da questão financeira. Claro que o futebol vai estar inserido nessa nova realidade financeira”, disse Casares.

“Quando a comissão (técnica) identificar necessidade (de reforço) da posição, terá que ser uma prática buscar esse valor dentro da nossa formação. Se não for possível, aí vamos ao mercado, mas de maneira diferente. Os clubes viviam dificuldades antes da pandemia, que só agravou. Faremos o impossível para tentar manter os novos valores aqui, mas existem diversas questões”, seguiu.

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Orçamento aprovado em dezembro pelo Conselho Deliberativo do São Paulo, estima que o clube terá que vender R$ 176 milhões em direitos de jogadores em 2021. Atletas como Luan, Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner, destaques da temporada, devem se tornar alvo de clube estrangeiros em breve.

O atleta tem que saber a marca que vai ostentar no peito. Antes de pensar no Barcelona, tem que pensar no São Paulo, na estrutura que está recebendo. É isso que vamos trabalhar com cada garoto que chega em Cotia. Claro que a necessidade financeira existe. O São Paulo tem responsabilidade, não vamos fechar os olhos. Mas o ideal é que o garoto ame o São Paulo, deixe um legado esportivo”, afirmou Casares.

Direção do futebol:

O futebol terá o conselheiro Carlos Belmonte na direção, a quem se reportará o ex-técnico Muricy Ramalho, contratado para atuar como coordenador de futebol. Casares também busca um diretor executivo para o futebol, que assumirá a vaga de Raí, em fevereiro, quando terminar o Campeonato Brasileiro.

o ex-meia Kaká fará parte do CAF (Comitê Avançado de Futebol), órgão que será criado nesta gestão – a função não será remunerada.

Casares admitiu pressão por títulos – o São Paulo não é campeão desde 2012, quando venceu a Sul-Americana –, mas disse que o jejum será motivo para que o clube abra mão de responsabilidade financeira.

Claro que a pressão existe, mas dentro da nossa gestão o que queremos é um time comprometido com mentalidade vencedora. Jogo é jogo, às vezes ganha ou perde. O jogo é resultado do dia a dia, não só do treino, mas da gestão. Se isso for bem feito, a chance de dar certo dentro do campo é maior”, admitiu Casares.

“Temos que adequar tudo à realidade do São Paulo, futebol e finanças precisam andar de mãos dadas. Não podemos comprometer o São Paulo do futuro, mas queremos ganhar campeonato. É preciso ser feita essa equação. Quando mais você erra na contratação, mas sufoca a questão orçamentária”, completou o presidente.

 Assista a entrevista completa aqui:

FOTO: Rubens Chiri / saopaulofc.net

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Escrito por Rodrigo Alcântara