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Caio critica Raí: “Opinião respinga no São Paulo”

Caio Ribeiro lembrou que Raí é uma pessoa muito forte dentro do São Paulo e que suas opiniões, mesmo que estritamente pessoais, podem ter impacto no São Paulo

O comentarista não gostou das críticas feitas por Raí ao presidente Bolsonaro e seu jeito de liderar o Brasil durante a pandemia do coronavírus e disse que o dirigente são-paulino deveria ater-se ao esporte e guardar suas opiniões pessoais sobre política para si.

“Eu não gostei do discurso do Raí. Ele falou muito pouco de esporte e muito sobre política. Por mais que ele diga que é a opinião pessoal dele, hoje ele é o homem forte do São Paulo. E as declarações e opiniões que ele dá respingam na instituição. Então, ele tem que falar de esporte. Quando ele fala de renúncia, hospitais públicas, tudo isso, me parece que ele tem uma conotação política em relação a preferências”, declarou em participação no Seleção SporTV, hoje (30).

Caio ainda elogiou a maneira com que a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) têm conduzido as conversas sobre o retorno do futebol. Para o comentarista, as entidades têm se mostrado responsável.

“Eu acho que temos que tomar cuidado com nossas análises. Temos que debater processos de trabalho, protocolos e conceitos. É hora de sentarmos com os responsáveis pela saúde e traçarmos cenários. Então, me parece que tanto FPF, quanto CBF, estão agindo de maneira responsável. Tem que sentar com os presidentes e interessado (patrocinador, TV, presidentes, departamentos médicos, Ministro da Saúde) e estabelecer protocolos”, complementou.

O comentarista do Grupo Globo defendeu que as entidades continuem pensando em cenários e soluções enquanto as autoridades observam a curva de crescimento da pandemia do Coronavírus no país.

“A partir dos protocolos, tem que observar a curva. A curva começou a descer, se for para voltar, de que maneira vamos voltar? […] As notícias de ontem e hoje são muito preocupantes, são ruins. Aumentou o número de mortes. Mas, a gente precisa pensar em cenários e soluções. E acho que o lado financeiro é muito preocupante também. Não é que tenha que pôr em risco a saúde. Mas, quando não se tem trabalho, salário, alimento, isso gera desemprego, assalto, morte, outras coisas. Não me parece que nossos dirigentes são irresponsáveis a ponto de pôr em risco a vida dos atletas. Me parece que estão estudando saídas”, completou.

Foto: Divulgação
Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Rodrigo Alcântara