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Brasileirão por mata-mata economicamente é burrice, diz jornalista

Com a paralisação das competições neste momento, calendário brasileiro para o futebol será apertadíssimo, mais do que já é, para completar todos os torneios que existe

Alguns dirigentes falaram  da possibilidade de fazer um Campeonato Brasileiro com o mata-mata, formato utilizado pela última vez na competição em 2002, antes de ser implantado o sistema atual, de pontos corridos em turno e returno. Outra sugestão após a paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus seria fazer o nacional com apenas um turno.

O jornalista Mauro Cezar criticou as sugestões e cita que as emissoras que detêm os direitos de transmissão são protegidas pelos contratos e não pagariam os valores que são praticados atualmente com a disputa de 38 rodadas e um total de 380 jogos. Além disso, a venda de programas de sócio-torcedor também poderia sofrer uma baixa. 

“O Campeonato Brasileiro de futebol em pontos corridos, ele é o que garante, além do faturamento de bilheteria e tudo mais ao longo das 38 rodadas, é ele que garante por exemplo que você tenha a nossa versão brasileira do carnê de temporada, que se falava na Europa, que é o sócio-torcedor. O sócio-torcedor do Brasil tem basicamente se sustenta de que? De ingresso, prioridade na compra de ingresso para você poder frequentar os jogos do seu time. Se você não tiver as 19 rodadas em casa, num campeonato de turno e returno, isso já fica tremendamente comprometido. Já vai abalar aí a estrutura financeira de muitos clubes”, afirmou. 

E completou: “Isso é de uma burrice impressionante e é óbvio, isso aí não é um chute, é uma informação. Os contratos protegem a televisão e a televisão, obviamente, não vai chegar e oferecer a mesma quantia de dinheiro por uma diferença de jogos tão grande. A diferença é essa. Se repetirem eventualmente o formato adotado até 2002, são 19 jogos, depois oito se classificam, aí vão quatro para a semifinal e os dois finalistas, são 204 partidas, são 176 jogos a menos em relação aos pontos corridos.”

“Se você fizer isso vai sacrificar o pay-per-view, ou seja, do ponto de vista da economia isso é pouco inteligente, para dizer o mínimo. Isso não vai seguir adiante, não acredito que isso vá funcionar, não vejo como possa funcionar.”

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Fonte: UOL Esporte

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Escrito por Natália Milreu