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Bauza explica que o São Paulo é um reflexo de sua vida

Na última sexta-feira, Edgardo Bauza concedeu uma entrevista ao do GloboEsporte.com no CT da Barra Funda e falou sobre diversos assuntos

Em um local que é reservado a jogadores, comissão técnica e funcionários, Patón fez questão de fazer um decoração especial.

– Há alguns cartazes com frases de coisas que eu não negocio. Por exemplo, a organização. A equipe não pode perdê-la, não se negocia. A entrega não se negocia. Qualquer coisa se pode perdoar, menos isso. No início, a entrega não era do meu agrado, mas hoje ela entrega tudo em cada partida, e isso me orgulha porque mostra como foi e é minha vida. Acredito que quem luta por algo pode conseguir – explicou o treinador.

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Bicampeão da Libertadores (em 2008 pela LDU, do Equador, e 2014 pelo San Lorenzo, da Argentina), Bauza está a quatro jogos do seu tri e do tetra do São Paulo, que, nesta quarta-feira, receberá o Atlético Nacional, da Colômbia, na primeira partida da semifinal, as 21h45 no Estádio do Morumbi que deverá receber mais de 60 mil torcedores.

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Confira abaixo, os principais trechos da entrevista:

1. Pouco antes de anunciá-lo, em dezembro, o Leco (presidente do São Paulo) disse que contrataria um técnico com histórico de superar momentos difíceis e transformá-los em vitórias marcantes. Isso pode resumir a campanha do São Paulo nesta Libertadores?
(risos)
A campanha desta Libertadores com o São Paulo, sim, reflete isso. Mas toda minha vida foi assim, uma luta. Nunca fui um jogador superdotado, com grandes qualidades, mas fui um jogador com um coração e uma entrega muito grandes. Isso me fez conquistar muito mais coisas do que eu imaginei, até estar com a seleção argentina numa Copa do Mundo, em 1990.

2. Há perspectiva de outros reforços para o São Paulo?
Para a Libertadores é complicado porque falta muito pouco tempo, mas estamos vendo com a diretoria. Creio que vamos incorporar mais um ou dois jogadores, mas não há nada definido. Estamos vendo o Campeonato Brasileiro e jogadores do exterior.

3. A contratação do Lugano foi cercada de muitas opiniões divergentes. Alguns queriam, outros não. Alguns achavam que ele nem jogaria, outros defendiam que em campo ele também seria importante. De que maneira ele tem te ajudado, dentro e fora de campo?
A chegada do Lugano à equipe teve duas facetas importantíssimas. Primeiro futebolisticamente, por tudo que ele transmite, por sua história e tudo que ele pode dar. Depois pela liderança que ele assume e tem cada vez que joga, em campo, e nos treinamentos, na vida cotidiana. São jogadores realmente muito importantes. Ele jogou mais partidas do que muita gente pensava. Essa partida da Libertadores ele não vai jogar, mas não sei se não poderá jogar em Medellín. Estou seguro de que se precisar jogar, vai transmitir tudo isso, essa história tão rica que ele tem.

4. Alexandre Pato tem lugar no seu time?
Alexandre Pato é um jogador que saiu quando eu cheguei. Eu sei que ele tinha vontade de ficar na Europa. Se houver alguma possibilidade de trazê-lo, eu gostaria de contar com ele, mas não depende só de mim. Depende dele. Que técnico não gostaria?

Foto: Diogo Venturelli

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Escrito por Rodrigo Alcântara