Sobre reconhecimento

A importância de olhar pra frente sempre, mas nunca esquecer e reconhecer o que já fizemos e tivemos no passado

Este é o saudosismo tricolor!

Estes dias vi um trecho do filme do último mundial conquistado pelo nosso Mais Querido, lá havia um depoimento do nosso célebre MAC, rindo da invasão de campo de um infeliz (no sentido literal da palavra) torcedor de um outro clube, e lembrava que a invasão de campo, ao invés de nos atrapalhar e desestabilizar, serviu como uma pausa em jogo difícil, em que – segundo o MAC – fatalmente tomaríamos o gol do time vermelho (apesar de eu achar que naquele jogo, de maneira alguma tomaríamos um gol). A partir daquele momento, o time se “ajeitou”, esfriou os ânimos e o resultado, todos nós sabemos qual foi.

Inicio esta coluna com esta breve lembrança, pois nesta semana, a FIFA (“grandes merda”) reconheceu o que toda a torcida tricolor, desde 1992, já sabia – os títulos conquistados na bola e no campo contra Barcelona e Milan.

Isso me fez trazer à tona meu lado saudosista – e lembrar o quanto somos invejados, o quanto somos gigantes. Anos de glórias, em que o time entrava em campo com a certeza da vitória, com a certeza da conquista, que fazia os rivais desligarem a tv ou o rádio, aos 30 do primeiro tempo, por que não adiantava mais secar…

Não gosto de comparações, de colocar em discussão se o time de 92 era melhor que o de 93, que era melhor que o de 2005, senão o que falaríamos do time de 2017?

Mas nossos dias não deixam que façamos diferente, e querem saber? O time de 2017 tem sim muito do time de 2005, 93 e 92.

Não quero novamente, comparar Raí com Cueva, nem Muller ou Palhinha com Marcos Guilherme ou Pratto, mas o que me dizem de um meio de campo com Hernanes e Cerezo?

Vocês podem imaginar quantos gols o argentino Lucas Pratto teria neste campeonato se tivesse um lateral como Cafu cruzando pra ele?

Mesmo deixando de sonhar, vejo no time das últimas rodadas do Brasileirão, muito do nosso saudoso Tricolor, talvez, por conta da volta do Profeta, da importância de Diego Lugano nos vestiários, e até mesmo pela força de vontade de Pratto e da volta do enorme futebol do baixinho Cueva.

Isso sem falar da gente, né? A torcida, que assim como os mais de 100 mil que acompanharam o time naquela partida decisiva em 92, continuam a abraçar o nosso Mais Querido.

Que o saudosismo permaneça sempre com a gente, mas que cada vez mais, seja mais atual do que nunca.

FOTO: Divulgação

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