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São Paulo é obrigado a usar renda milionária para quitar dívida de 2002

Justiça condenou o tricolor a pagar quase R$ 2,5 milhões à empresa que intermediou, há 13 anos, comissão a empresário de Jorginho Paulista

O São Paulo vai ter de recorrer à milionária renda da vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, pela Taça Libertadores da América, no Morumbi (R$ 3.672.805,00), para quitar uma dívida cobrada na Justiça. Depois de 13 anos, o clube foi condenado a pagar R$ 2.495.585,55 à Prazan Comercial Ltda. A empresa foi responsável, em 2002, pela comissão de R$ 732 mil ao empresário de Jorginho Paulista – com os reajustes ao longo do processo, o valor passou a ser milionário.

Tirando o valor da dívida e os descontos com os custos da partida (INSS, taxa da Conmebol, da FPF, Polícia Militar e outras despesas), sobrarão apenas R$ 155 mil para o Tricolor.

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O São Paulo tem até o dia 21 de maio para depositar o valor em juízo. A dívida foi adquirida na gestão do ex-presidente Marcelo Portugal Gouveia. À época, quando soube que uma empresa havia depositado a comissão ao empresário de Jorginho Paulista para receber do clube adiante, o então mandatário mandou cancelar o pagamento. De acordo com dados do processo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, então diretor de futebol, foi quem autorizou o intermediário.

– Não me lembro. Foi em 2002, já faz 13 anos. Comissão no futebol é a coisa mais banal. Por algum motivo, que não me lembro, não foi pago – disse Leco, agora presidente do Conselho.

Consta no processo movido pela Prazan Comercial que Jorginho Paulista foi contratado pelo São Paulo no dia 4 de julho de 2002. E que só no dia 5 de outubro daquele ano é que Carlos Augusto de Barros e Silva teria autorizado a empresa a pagar o valor da comissão ao empresário. Só que os intermediários nesse pagamento não receberam o dinheiro de volta.

Atual presidente, Carlos Miguel Aidar foi pego de surpresa ao receber a intimação da Justiça. A ideia do mandatário era juntar o que restaria da renda da partida com o Cruzeiro com o valor de adiantamento da Under Armour, nova fornecedora de material esportivo, para quintar os dois meses de direito de imagem do elenco que estão atrasados. Ele pediu paciência aos atletas.

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Escrito por Rodrigo Alcântara