in ,

São Paulo admite discordância com Crespo sobre rescisão e tenta evitar que caso pare na Fifa

Comissão técmica de Hernán Crespo. (Foto: Marcos Ribolli / ge )

Clube quer resgatar diálogo para encerrar as pendências relativas ao contrato do treinador

São Paulo admite que há pendências a serem discutidas na rescisão de contrato do técnico Hernán Crespo e quer evitar que o caso se torne um embate litigioso na Fifa, como estuda o estafe do argentino desde a semana passada.

Segundo o clube, a primeira parcela da multa de rescisão foi paga. Porém, há uma divergência entre as partes em relação à variação de câmbio. O São Paulo se diz aberto ao diálogo e disposto a encerrar a questão de maneira amigável.

De acordo com informações do São Paulo, reuniões recentes não ocorreram devido à ausência de integrantes do estafe de Hernán Crespo. Por outro lado, a equipe do treinador argentino alega que o clube não respondeu aos contatos nas últimas semanas e rompeu a relação.

A discussão sobre a rescisão entre Crespo e São Paulo ocorre desde a saída do treinador campeão paulista, no mês de outubro.

Diante de um grave problema financeiro, com dívidas próximas aos R$ 700 milhões, o São Paulo fez uma proposta de reduzir a multa rescisória de mais de R$ 4 mi a Crespo e comissão técnica.

Os argentinos, cientes da situação, aceitaram a redução e também o recebimento da dívida em parcelas.

O contrato de Crespo com o São Paulo previa uma redução gradativa na multa rescisória. Se ela acontecesse neste ano, o valor seria de 750 mil dólares (acima dos R$ 4 mi). Caso ocorresse em 2022, cairia para 500 mil euros (R$ 2,7 mi).

Crespo deixou o São Paulo após conquistar o Campeonato Paulista, quebrando um jejum de quase nove anos sem conquistas, mas diante de uma queda evidente de desempenho no Brasileirão e eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil.

Ao todo, o argentino dirigiu a equipe em 53 partidas, com 24 vitórias, 19 empates e dez derrotas. O aproveitamento da passagem terminou com 57,23% dos pontos.

Por: José Edgar de Matos / ge
Foto: Marcos Ribolli / ge

O que achou?

Escrito por Rodrigo Alcântara