Rogério Ceni em uma palavra

Entre 1997 e 2015, Rogério Ceni foi titular do São Paulo e 18 treinadores e cada um deles teve a missão de descrever o Mito em apenas uma palavra

Com personalidade forte, desenvoltura para comentar esquemas táticos e alternativas de jogo, além fama de participar de decisões, o goleiro-artilheiro recebeu elogios de seus professores.

As respostas revelaram uma enxurrada de elogios: vencedor, diferenciado, honesto, excepcional…

Veja abaixo como os técnicos definiram Rogério Ceni:

Muricy Ramalho, Botafogo-SP X São Paulo (Foto: Rogério Moroti / Futura Press)

MURICY RAMALHO: EXEMPLO
“Cada um escolhe o que quer para a vida, ele escolheu ser diferente. Treina mais, se cobra como ninguém, sofre com o fracasso. Sempre foi assim. Quando um cara chegava, via o maior ídolo do clube treinar muito, queria se sentar ao lado dele no almoço. É um exemplo”

Muricy e Ceni: Técnico quando Ceni virou titular, em 1996, depois ficou entre 01/2006 a 06/2009, e 09/2013 a 04/2015. Juntos, foram tricampeões brasileiros (2006, 07 e 08). Em 1994, com o Expressinho, venceram a Conmebol.
(Foto: Rogério Moroti/Futura Press)

Darío Pereyra, técnico do Vila Nova (Foto: Daniel Mundim/GLOBOESPORTE.COM)

DARÍO PEREYRA: PROFISSIONAL
“Ele é excelente profissional, em todos os sentidos. Não é fácil ser titular de um clube grande por 17 anos. Ele levou a profissão dele muito a sério, não vacilou em momento algum, e teve muita competência”

Darío e Ceni: juntos, estiveram perto de conquistar títulos, mas ficaram no quase. Foram vice-campeões tanto do Campeonato Paulista quanto da Supercopa de 1997. O uruguaio deixou o cargo no início de 98.

(Foto: Daniel Mundim/GloboEsporte.com)

Nelsinho Baptista Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

NELSINHO BATISTA: INTELIGENTE
“Ele se preparou para vencer. Sempre se preocupou com o time, passou boas influências aos atletas, mas acima de tudo se preocupou com sua forma, sua qualidade. Foi um grande profissional que planejou e cumpriu metas na carreira”

Nelsinho e Ceni: trabalharam juntos em 1998, e venceram o Paulistão deste ano, o primeiro título como titular de Rogério Ceni. Esteve entre 2001 e 2002 e ficou ao lado de Ceni no período em que ele foi afastado presidente da época, Paulo Amaral.
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Mário Sérgio no 'Arena' (Foto: Wagner Bordin/SporTV.com)

MÁRIO SÉRGIO: HONESTO
“Ele buscou sempre o melhor para ele, e principalmente para o São Paulo. Na atual conjuntura, quando se é muito honesto, desperta criticas, inveja, sentimentos negativos. Ele aprendeu a administrar isso muito bem durante 25 anos”

Mário Sérgio e Ceni: foram menos de três meses, no fim de 1998, e o técnico foi o único a proibir Rogério de bater faltas. Ruídos? Nenhum. O goleiro o presenteou com uma camisa autografada em sua saída, e, até hoje, ambos mantêm excelente relação.

(Foto: Wagner Bordin/SporTV.com)

Paulo César Carpegiani, novo técnico da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)

PAULO CÉSAR CARPEGIANI: CARÁTER
“O Rogério Ceni é um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, e o maior do São Paulo. Um cara formidável, ganhador, extremamente competente e muito responsável. É uma perda para o futebol porque não há mais ídolos como ele”

Carpegiani e Ceni: mais um que teve duas oportunidades de treinar Rogério, mas não ganhou títulos nem em 1999 nem quando voltou, entre o fim de 2010 e o início de 2011. Resultados à parte, também criaram um ótimo relacionamento.
(Foto: Carlos Velardi/EPTV)

Levir Culpi; Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)

LEVIR CULPI: PERSONALIDADE
“Ele tem os princípios básicos de honestidade e disciplina que aprendeu com a família, e não tem medo de tomar decisões”

Levir e Ceni: com direito a gol do goleiro na final, conquistaram o Paulistão de 2000. A sintonia foi tamanha que, num duelo da Copa do Brasil contra o Sinop, clube da cidade onde a família de Rogério ainda mora, ele levou o técnico para jantar com os parentes.

(Foto: Bruno Cantini/CAM)

Vadão técnico Criciúma (Foto: João Lucas Cardoso)

OSWALDO ALVAREZ: COMPLETO
“Teve competência inquestionável como goleiro. Além de bom com as mãos, foi goleador. Um exemplo de profissional: comprometido, solidário, vencedor e, acima de tudo, com ótimo caráter”

Vadão e Ceni: sem o titular em campo na final, já que estava na Seleção, o treinador ganhou o único Rio-São Paulo da história do clube, em 2001. Mas durou pouco. Meses depois, o trabalho foi interrompido. Ficou a admiração mútua.
(Foto: João Lucas Cardoso)

Oswaldo de Oliveira Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

OSWALDO DE OLIVEIRA: DIFERENCIADO
“Rogério Ceni é um exemplo para todos no mundo do futebol. Um dos goleiros mais diferenciados do futebol brasileiro. Fez história com a camisa do São Paulo não apenas por sua liderança, mas pelos títulos e grandes defesas nos momentos mais importantes”

Oswaldo e Ceni: o boa-praça carioca comandou o São Paulo entre 2002 e 2003, e foi outro a se tornar amigo de Rogério. Falavam sobre futebol, música, vida… Só não ganharam o Brasileirão de 2002, mesmo depois de um domínio absoluto na primeira fase.
(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Cuca São Paulo e Atlético-mg (Foto: Reprodução)

CUCA: ÍDOLO
“É impossível pensar no São Paulo sem se lembrar do Rogério Ceni e de tudo que ele representa na história do clube”

Cuca e Ceni: em 2004, um desentendimento do goleiro com um membro de sua comissão técnica azedou a relação. A dificuldade do técnico de se relacionar com o grupo na época, apontada por vários jogadores, também. Anos depois, numa entrevista no Atlético-MG, ele daria razão a Rogério.
(Foto: Reprodução)

 

Emerson Leão, no Maracanã, falou sobre a situação atual do Palmeiras (Foto: Daniel Cardoso)

EMERSON LEÃO: AMBICIOSO
“A ambição tem de fazer parte de um bom profissional. O Rogério foi um atleta de uma só paixão. Fissurado pelos números, por caminhar mais, jogar mais, vencer mais, faturar mais, fazer mais gols. Isso marcou a origem do seu sucesso”

Leão e Ceni: em 2005, eles foram campeões paulistas. Entre 2011 e 2012, os resultados foram piores. As personalidades se chocaram em diversos momentos. O ápice dos atritos foi uma lesão no ombro de Rogério, em 2012. Leão debochou, o goleiro culpou o excesso de treinos durante a pré-temporada.
(Foto: Daniel Cardoso)

Paulo Autuori, técnico do Galo (Foto: Bruno Cantini\ Flick do Atlético-MG)

PAULO AUTUORI: VENCEDOR
“Muito mais do que no futebol, ele é um vencedor na vida. Além de quebrar recordes, é fortíssimo mentalmente. Ele não precisa ser obsessivo por isso, as coisas acontecem naturalmente. Não existe, no Brasil, alguém ligado por tanto tempo a um clube. Ele conseguiu com muita disciplina”

Autuori e Ceni: é o técnico com quem Rogério mais gostou de trabalhar em toda a carreira. Deram-se maravilhosamente bem tanto em 2005, nos títulos da Libertadores e do Mundial, quanto em 2013, nos poucos e caóticos meses em que o técnico esteve de volta.
(Foto: Bruno Cantini/Flick Atlético-MG)

Ricardo Gomes - Botafogo x Bragantino (Foto: Vitor Silva / SSPress)

RICARDO GOMES: RESPONSÁVEL
“Ele tem várias marcas impressionantes. São 131 gols como goleiro, 25 anos no São Paulo, 22 como profissional. Isso é um cara, no mínimo, muito responsável. Além de todas as suas qualidades, o que ele fez é e sempre será brilhante”

Ricardo e Ceni: dividiram derrotas dolorosas, como as do Brasileirão-2009, na penúltima rodada, e da Libertadores-2010, na semifinal, mas conviveram em total harmonia durante um ano inteiro.
(Foto: Vitor Silva/SSPress)

 

Sérgio Baresi (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)

SÉRGIO BARESI: PREDESTINADO
“O Rogério é mais do que um modelo de atleta. Ele é a personificação da posição de goleiro, e de líder no São Paulo e no futebol mundial”

Baresi e Ceni: ganharam juntos a Copa São Paulo de Juniores, em 1993, e quando o São Paulo resolveu priorizar a base, lançou o técnico de Cotia ao time profissional, em 2010. Parceria durou pouco.
(Foto: Wagner Carmo/Vipcomm)

 

Adilson Batista Vasco x Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)ADILSON BATISTA: EXCEPCIONAL
“Mesmo com todos os títulos e respeitado no clube, eu via brilho nos seus olhos. Cheguei a ver lágrimas, pois queria vencer sempre, e cobrava de todos os atletas que se entregassem no jogo. Era muito profissional”

Adilson e Ceni: resultados frustrantes e pouquíssimo tempo em 2011, mas suficiente para criar admiração recíproca. O goleiro, favorável à metodologia de treinos do técnico, deu a ele duas camisas com longos autógrafos em sua saída.
(Foto: Marcos Ribolli)

Ney Franco Coritiba (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS)

NEY FRANCO: EFICIENTE
“O Rogério é um goleiro que construiu uma carreira muito sólida no São Paulo ao longo de todos esses anos, e que teve sua eficiência mais do que comprovada”

Ney e Ceni: a mais espinhosa das relações. Um entrevero na Sul-Americana desencadeou uma série de ações e reações hostis, de ambos os lados. Ainda assim, o título do torneio sul-americano foi conquistado em 2012, o último da carreira de Rogério.
(Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

 

Osorio São Paulo x Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)

JUAN CARLOS OSORIO: GRANDE
“A característica mais impressionante do Rogério é seu amor pelo jogo de futebol. Ele treina como se fosse um amador e vive como um grande profissional”

Osorio e Ceni: o colombiano foi contratado no primeiro semestre de 2015, mas saiu pouco depois por uma proposta do México e desentendimentos traumáticos com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. O goleiro se cansou de rasgar elogios públicos aos treinos do Profe.
(Foto: Marcos Ribolli)

Doriva São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)DORIVA: DEDICAÇÃO
“Ele é muito dedicado no que faz. O Rogério se transformou num personagem do São Paulo, construiu uma história maravilhosa no clube”

Doriva e Ceni: foram apenas sete jogos com o técnico que chegou pelas mãos do presidente Aidar que, logo em seguida, renunciou.

Foi companheiro de Rogério no time vencedor no início da décade de 90 sob o comando do Mestre Telê Santana.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

 

Milton Cruz São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)MILTON CRUZ: MITO
“O Rogério é um mito porque atende a todos os requisitos que se esperam de um atleta, no que diz respeito à capacidade, comprometimento, orgulho. Ele é completo, inigualável, não existe outro Rogério Ceni”

Milton e Ceni: amicíssimos, estão juntos no São Paulo há 21 anos. O auxiliar foi interino por diversas vezes, inclusive neste fim de 2015. Houve momentos marcantes, como a Libertadores deste ano. Ambos costumam ter opiniões parecidas.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

 

 

FONTE: globoesporte.com

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