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Opinião: Preterir Antonio Carlos é um grande erro

Jogador que já foi titular absoluto hoje nem está relacionado entre os 28 atletas do Paulistão

Já disse a pessoas próximas, sejam torcedores do nosso Soberano ou não, e repito aqui: Nosso problema defensivo não passa exclusivamente pelos zagueiros. Eles tem sua parcela de culpa sim, mas se todo um sistema de marcação não funcionar, desde o centroavante e a pegada mais firme dos volantes, pode trazer Thiago Silva e Hummels que a situação não muda. Porém, o foco desse texto não é esse.

Pensando na qualificação do elenco e da importância que tem a temporada 2015 para o clube, não se pode, em hipótese alguma, permitir que um zagueiro como o Antonio Carlos seja dispensado da lista sequer de inscritos para o torneio estadual. Manter atletas como Edson Silva e Paulo Miranda, os quais respeito como pessoa mas não vejo nível técnico para envergarem nosso manto sagrado, e deixar de fora o camisa 4 são-paulino é quase um pecado.

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O que está em questão aqui não seria nem a titularidade do “Tonhão”, já que apesar dos pesares e da desconfiança que ronda o jovem Lucão, ele não tem comprometido e mostra potencial. Tolói, desde que voltou do futebol italiano, amadureceu bastante e tem feito boas atuações seguidas. Por outro lado, Paulo Miranda e Edson Silva são oscilantes a um nível absurdo, capazes de fazerem partidas épicas como comprometer um resultado com jogos medonhos.

Não estou livrando a cara do Antonio Carlos, até mesmo porque ele já teve participações ruins pelo tricolor (vide o clássico contra o SCCP onde ele marcou dois gols contra). Mas analisando a questão de posicionamento, velocidade de reação, bolas aéreas, enfim, aspectos que montam o perfil de um atleta de defesa, acho difícil encontrar alguém que não veja o Tonhão acima de Edson e Paulo.

Temos muito a agradecer ao Muricy, mas isso não muda o fato de que, por muitas vezes, suas convicções acabam queimando jogadores sem necessidade, tendo como exemplo Cortez, Clemente Rodríguez e alguns nomes da base. E tudo indica que o caso Antonio Carlos caminha para o mesmo rumo.

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