Memória São-Paulina – Juvenal Juvêncio

Nessa semana nosso quadro relembra a trajetória do ex-presidente Juvenal Juvêncio

Juvenal Juvêncio nasceu em 25/02/1934 em Santa Rosa do Viterbo-SP, e faleceu no dia 9 de dezembro de 2015, em São Paulo.

O garoto que futuramente um dia sentaria na poltrona presidencial do São Paulo, também passou pelos cargos de advogado, deputado estadual, diretor do hoje conhecido como CDHU, na gestão do governador Laudo Natel no estado de São Paulo e investigador de policia.

No São Paulo:

Seu primeiro passo no Tricolor Paulista ocorreu em 1984, quando Juvenal assumiu o cargo de diretor de futebol na gestão de Carlos Miguel Aidar. Sempre polêmico, Juvenal Juvêncio chegou com atitudes típicas de sua pessoa, de cara dispensou medalhões do clube como Waldir Peres, Zé Sérgio e Renato, com um projeto de renovação do elenco.

Em 1988, Juvenal assumiria pela primeira vez o cargo de presidente do clube, após o fim do mandato de Aidar, JJ (como era chamado por alguns), empossou-se até 1990. Nesse período o presidente teve altos e baixos, como a conquista do Paulistão de 89 e o vice-campeonato brasileiro do mesmo ano, entretanto na temporada seguinte viu o clube fazer uma má campanha no torneio estadual.

Longe por 13 anos, “Juju” retornou em 2003 sob o mandato do ilustre presidente Marcelo Portugal Gouvêa, novamente sob o cargo de diretor de futebol, Juvenal foi o nome da vez para montar o elenco que dois anos mais tarde conquistaria a Tríplice Coroa – Paulistão, Libertadores e Mundial de Clubes.

Com personalidade forte e ótimos resultados à frente do comando do futebol no clube, Juvenal venceu a eleição presidencial em 2006 por 147 contra 64 votos e assumiu o cargo de presidente pela segunda vez.

Com o elenco embalado de grandes conquistas, Juvenal controlou o clube de modo que permanecesse forte nas temporadas seguintes, com reforços de peso, outros nem tanto, manteve a base de uma equipe que fez um ato inédito e que até hoje não foi batido – ganhou três campeonatos brasileiros seguidos, no período de 2006-2008.

No final de 2008, Juvenal venceu a reeleição que o garantiu no cargo por mais duas temporadas. Entretanto, o presidente viu as taças fugirem das mãos do São Paulo nesse intervalo de tempo. Por outro lado, Juvenal conseguiu montar o ideal da “gestão perfeita”, pelo qual muitos clubes invejavam o modo pelo qual o São Paulo se administrava.

Com muitos desafetos com dirigentes e empresários, Juvenal Juvêncio se tornou “soberano”, tal como a alcunha que o clube ganhou sob o seu mandato. Repleto de polêmicas, Juvenal alterou o estatuto e se reelegeu pela terceira vez em 2011 e agora por três anos. A oposição tentou reagir judicialmente, mas Juvenal seguiu firme no cargo até o final.

Apenas com o título da Sulamericana em 2012, Juvenal Juvêncio deixou o cargo em 2014 que retornava coincidentemente para Carlos Miguel Aidar, o mesmo de 1984.

Com voz memorável, apreciador de whisky escocês, famoso pelo “bicho” (premiação em dinheiro) no vestiário, personalidade cômica e ao mesmo tempo irritado, Juvenal divide opiniões quanto a avaliação do seus atos na gestão do clube, foi responsável por deixar grande dívida no clube quando deixou o cargo pela última vez, mas a era Tri-Hexa é de se saudar ao ex-presidente.

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Juvenal Juvêncio faleceu em 09/12/2015 devido a um câncer de próstata pelo qual se tratava há anos. O corpo de Juvenal foi velado no Memorial do São Paulo FC e enterrado no Cemitério do Morumbi.

Veja fotos do ex-presidente Juvenal (clique na imagem para ampliar):