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Jardine tem o pior início entre os técnicos da era Leco

Dos seis treinadores que o São Paulo teve na “Era Leco”, Jardine é o que tem o pior desempenho nas 13 primeiras partidas sob o comando do time

André Jardine tem o pior início de um técnico do São Paulo desde que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu o clube.

Com quatro vitórias, dois empates e sete derrotas desde que assumiu a vaga do uruguaio Diego Aguirre, o atual treinador tem apenas 35,8% de aproveitamento.

Aguirre, que chegou a colocar o Tricolor na liderança do Brasileirão do ano passado, teve início recheado de empates, mas perdeu pouco. Foram quatro vitórias, seis empates e três derrotas, o que dá um aproveitamento de 46,1% nos primeiros 13 jogos.

A melhor arrancada inicial, levando em consideração o mesmo número de jogos que teve Jardine até aqui, é de Rogério Ceni. O M1to, agora no comando do Fortaleza, teve um aproveitamento de 64,1% dos pontos, com sete vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Seu sucessor, Dorival Júnior, começou com quatro vitórias, cinco empates e quatro derrotas: 43,5 % de rendimento. Restam ainda dois treinadores: Ricardo Gomes, com 41% de aproveitamento, e o argentino Edgardo Bauza, o segundo melhor, com 53,8%.

Bauza, inclusive, foi o primeiro técnico contratado e apresentado por Leco desde que o presidente assumiu mandato tampão após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, em outubro de 2015. À época, Doriva era o treinado e foi demitido pelo atual presidente. Milton Cruz terminou como interino.

O início dos técnicos da era Leco

Treinador Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
André Jardine 4 2 7 35,8%
Diego Aguirre 4 6 3 46,1%
Dorival Júnior 4 5 4 43,5%
Rogério Ceni 7 4 2 64,1%
Ricardo Gomes 4 4 5 41%
Edgardo Bauza 6 3 4 53,8%
À exceção do argentino, que levou o Tricolor à semifinal da Libertadores de 2016 e deixou o clube para assumir o comando da seleção do seu país, todos os outros quatro treinadores da era Leco antes de Jardine sofreram com altos e baixos e foram demitidos.

Ricardo Gomes, por exemplo, foi mandado embora antes mesmo do fim da temporada, porque a diretoria não o considerava o nome ideal para iniciar 2017. Já Ceni, depois de três eliminações (no Paulista, na Copa do Brasil e na Sul-Americana), não resistiu aos maus resultados no Brasileirão.

Dorival Júnior, que comandou a arrancada para livrar o São Paulo do rebaixamento em 2017, teve dificuldade de fazer o time engrenar em 2018 e foi demitido ainda no Paulistão. Já Aguirre acabou sendo vítima da queda de rendimento no Brasileirão.

Por enquanto, apesar do fraco rendimento, André Jardine tem sido bancado pelo diretor executivo Raí. Mas a missão do treinador é complicada. Depois de perder por 2 a 0 para o argentino Talleres, na estreia da Libertadores, o Tricolor precisa vencer por três gols para seguir na competição.

O duelo de volta contra os argentinos será na próxima quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Morumbi. 

FOTO: Marcos Ribolli