Jardine: “Em 2019, quem não se adaptar não vai jogar!”

Efetivado como treinador do Tricolor, Jardine prometeu cobrar mais do time no próximo ano e já projeta um choque de estilos nos treinamentos

Após a derrota na última rodada do Brasileirão 2018, o técnico André Jardine prometeu cobrar bastante o próximo elenco e já prepara uma mudança radical nos treinamentos para 2019.

“O maior choque que o grupo vai ter será em nível de treinamento. O jeito que vamos passar a treinar. Tenho uma percepção de treinamento. Óbvio que todos treinadores têm suas diferenças. Tenho minhas convicções. Não pude aplicar 100% porque estávamos no fim de temporada e alguns jogadores estão no limite físico”, disse e seguiu Jardine.

“Com certeza no nível de treinamento vai ter um choque. Vão treinar do jeito que acredito que um time que pensa em ser campeão tem de treinar. A cobrança vai ser muito forte. A competitividade vai ser diária. Quem não se adaptar a isso não vai jogar. Essa é a verdade, porque acho que o treino vai dizer muito de quem tem condição de jogar ou não”, completou o treinador.

O comandante são-paulino falou de suas pretensões para o ano que vem e disse que a equipe vai brigar pelo título em todas as competições que entrar (Paulistão, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão).

“Nesse momento não pude dar esse choque de imediato, porque peguei duas semanas com jogos. Praticamente não deu para treinar. Essa semana foi a que tivemos mais tempo. Percebemos alguns jogadores estafados pela sequência”, disse André Jardine que espera um São Paulo muito diferente para 2019.

“Minha maior esperança é conseguir por meio daquilo que acredito ter de melhor como treinador, que é metodologia de treinamento, desenvolver ideias com treino pesado, competitividade, agressividade para construir o São Paulo que todo torcedor quer. O São Paulo com chances de realmente ser campeão em todas as competições, não só entrando para participar. Que desde o primeiro jogo do Paulista, da pré-Libertadores o torcedor veja um São Paulo diferente. Esse vai ser o meu desafio” completou.

Ainda durante a entrevista, Jardine falou da dificuldade que encontrou para motivar o grupo após ser o campeão do primeiro turno e perder a chance de disputa do título do Brasileirão no segundo.  

“É de bastante frustração. Acho que o grupo sentiu muito. A partir do momento em que sonhou inclusive com título. Internamente conversávamos muito. Quando lideramos por muitas rodadas, o discurso interno era de que tinha condição de brigar pelo título. Por mais que externamente falasse em jogo a jogo, o grupo se colocou essa pressão de brigar para ser campeão”, disse Jardine.

“A partir do momento em que escapou percebemos uma frustração geral. Um certo abatimento. Uma luta para se manter colocando objetivos, mas a verdade é que o grande objetivo, que se mostrou em algum momento, que era ser campeão, escapou há bastante tempo. Foi bem difícil motivar e realocar novos objetivos, a partir do momento em que se sonha com o posto mais alto”, completou.

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Além de toda a preocupação motivacional, Jardine se preocupa com a quantidade de gols perdidos durante o segundo turno do Brasileiro. A equipe fez 14 gols em 19 partidas.

“É um diagnóstico que tem de ser feito internamente. Temos que ter cuidado ético de não expor situações. Mas não podemos varrer nossos problemas para debaixo do tapete. Temos conversado muito: eu, Raí, Ricardo (Rocha, ex-coordenador de futebol), vamos esmiuçar todos os problemas que tivemos. Não vamos tapar o sol com a peneira”, disse Jardine.

“Quando tiver esse diagnóstico preciso, vamos procurar soluções para cada um dos problemas. Esse problema da pouca quantidade gols… vi uma reportagem que talvez tenha sido o pior desempenho do São Paulo em returno, ofensivamente falando. Esse é sim um problema que temos. A missão é principalmente minha de fazer o time produzir mais, ter mais capacidade de construir seus gols”, acrescentou.

Com a derrota para a Chapecoense, o Tricolor se classificou para a primeira fase da Libertadores de 2019. A equipe sai de férias e retorna no dia 3 de Janeiro. Um dia depois embarca para os Estados Unidos, onde vai enfrentar nos dias 10 e 12 o Eintracht Frankfurt e Ajax (respectivamente) pelo Torneio da Flórida. Ainda em Janeiro, o time faz sua estreia no Paulistão 2019, no dia 20 encara o Mirassol.

No mês de Fevereiro, o Tricolor começa os mata-matas da libertadores: entre os dias 5 e 7 serão os jogos de ida; a volta nos dias 12 e 14. E entre os dias de 19 e 21, as partidas iniciais; e de 26 a 28 os jogos de volta.

Foto: Divulgação

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