HISTÓRIA EM TRÊS CORES: Waldir Peres

A manha e a qualidade de um goleiro que honrou e alegrou a torcida são-paulina

Não são poucos os jogadores de talento que já envergaram o manto do São Paulo Futebol Clube. Portanto, só por esse motivo, ter habilidade ou técnica somente não é o suficiente para ficar como um marco no histórico do tricolor. Entretanto, quando a qualidade encontra o estilo provocador e de desestabilizar o psicológico do adversário, “a conta fecha”. Nesse caso, o gol fecha.

Isso porque, na matéria de hoje no HISTÓRIA EM TRÊS CORES, o nosso homenageado será o grande Waldir Peres!

CLIQUE EM UMA DAS IMAGENS PARA ABRIR A GALERIA

Antes do tricolor

Mantendo a tradição de ótimos jogadores vindos do interior paulista, Waldir Peres Arruda nascia em um 2 de janeiro de 1951, um ano depois que outro goleiro, Barbosa, era crucificado pela derrota da Seleção na Copa de 1950.

O local de nascimento de Waldir foi a pequena cidade de Garça, que tem cerca de 45 mil habitantes e se situa no oeste do estado, a 400 km da capital. Foi naquele município que, com 16 para 17 anos, o garoto se moldava já como um destaque do Garça Futebol Clube, equipe da cidade, demonstrando a elasticidade e frieza características.

Graças a esse destaque em um amistoso contra a equipe da Ferroviária, em Araraquara e a presença de um olheiro da Ponte Preta no local, dois anos depois Waldir Peres desembarcava em Campinas no seu primeiro clube de maior tradição.

Repetindo o sucesso que teve na terra natal, Waldir passou quatro anos fechando o gol da Macaca até se transferir para o tricolor do Morumbi, onde passaria a década que indicou os melhores momentos de sua vitoriosa carreira.

DEFESAS INCRÍVEIS DE WALDIR PERES:

O estabelecimento de um ídolo

Chegando em 1974 ao Soberano, o grande arqueiro foi contratado juntamente com outra grande figura do gol na época que atuava no “futebol caipira”: Getúlio.

Porém, enquanto o arqueiro vindo da mesma Ferroviária que ajudou Waldir a ir para a Ponte ficou três anos no São Paulo, o ex-arqueiro da equipe campineira dedicou dez anos ao manto sagrado, totalizando 611 partidas, uma marca que é superada apenas pelo M1TO Rogério Ceni.

Na questão de títulos, Waldir também gravou com estilo seu nome no hall de campeões do Morumbi, vencendo três vezes o Paulistão (1975, 1980 e 1981, com direito a três pênaltis defendidos na final de 1975 contra a Portuguesa) e sendo protagonista na decisão do título do primeiro Brasileirão do tricolor, em 1977.

Já tendo por muitos anos a fama de catimbeiro nas batidas de pênalti além de sua natural aptidão, Waldir Peres desestabilizou três batedores do Galo e deu fundamental contribuição para que a então “zebra” São Paulo vencesse o favorito Atlético-MG nas penalidades dentro de um Mineirão lotado.

Foi nesse período vestindo o número 1 do tricolor que Waldir foi constantemente convocado para a Seleção Brasileira, tendo disputado três Copas do Mundo (1974, 1978 e 1982). Como destaque, sem dúvida nenhuma, ficou a titularidade no arco da equipe dos sonhos de 82 que tinha, além de seu companheiro de clube Serginho Chulapa, Zico, Sócrates, Éder, Leandro, Falcão, dentre muitos outros craques.

Período pós-tricolor

Após sair do São Paulo, em 1984, Waldir rumou para o Rio de Janeiro para defender o então forte América-RJ, mas nunca mais passou um período tão longo como no Morumbi apesar de sua qualidade continuar em evidência. Depois de passagens por Guarani, Portuguesa e Corinthians, o ano de 1989 foi o último na carreira profissional de Waldir Peres, encerrando sua trajetória onde passou boa parte de seu início de vida como atleta, na Ponte Preta.

Veja esse vídeo onde Waldir Peres brilhou diante da Alemanha:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *