HISTÓRIA EM TRÊS CORES: Canhoteiro

Saiba mais sobre a história de Canhoteiro, exaltado até mesmo por Pelé e Zizinho

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Jogadores de habilidade no futebol brasileiro já tivemos aos montes, cada um com sua devida particularidade. Porém, alguns deles saltam de tamanha forma aos olhos que fica simplesmente impossível colocá-los no mesmo patamar que os demais, exigindo que os elevemos a categoria craquês ou até mesmo gênios da bola. É exatamente assim que podemos definir o ponta-esquerda Canhoteiro.

José Ribamar de Oliveira veio ao mundo em 1932 nascido na pequena cidade de Coroatá, no Maranhão, que possui pouco mais de 30 mil habitantes e se situa a 260 Km da capital, São Luis. Comos os tempos eram outros e jogar futebol não era absolutamente nenhum grande privilégio, a carreira de Canhoteiro começou aos 17 anos no modesto América da cidade de Fortaleza.

Antes do tricolor

Foram cinco anos atuando no pequeno time cearense até que, com seu natural destaque jogando tanto pelo clube como pela seleção cearense (na época cada estado possuía uma seleção de atletas que atuavam nos clubes locais), o São Paulo trouxe para desfilar seu talento, ousadia e velocidade no sudeste brasileiro, mais precisamente com o Manto Tricolor.

A consolidação de um ídolo

Chegando ao clube do Morumbi graças ao pagamento de cem mil cruzeiros por parte do São Paulo, Canhoteiro protagonizou dez anos do futebol mais plástico possível, encantador e quase que hipnotizante para quem se dedicava a apreciar a habilidade que o atleta tinha em simplesmente passar pelos adversários.

O também craque Zizinho, vindo do futebol carioca para atuar no Soberano, ficou espantado de como um jogador de tamanha capacidade não tinha tanto reconhecimento como, por exemplo, Garrincha. Outro que chegou a falar sobre a qualidade desse ídolo da história do Soberano foi Pelé, o colocando ao lado de Zizinho como suas maiores referências no futebol.

Até hoje, nomes como Djalma Santos e Idário, laterais-direito de SEP e SCCP, respectivamente, ficaram marcados como aqueles que mais “sofreram” com a malemolência de Canhoteiro.

Depois de ganhar os títulos do Torneio Jarrito (1955), Pequena Taça da Venezuela em 1957 e o Paulistão do mesmo ano, a expectativa era que Canhoteiro fosse nome certo na lista para a Copa do Mundo de 1958. Porém, a vida boêmia e o pavor em viagens de avião acabaram tirando a possibilidade de acompanharmos  o talento do ponta em um Mundial.

E quando parecia que ainda haveria muitos anos para que a torcida tricolor apreciasse o bom futebol de Canhoteiro, uma disputa com o jogador Homero, do rival preto e branco da capital paulista, acabou causando uma séria lesão no joelho do jogador são-paulino, moralmente encerrando sua carreira.

Período pós-tricolor

Depois de muito tempo, Canhoteiro conseguiu voltar aos gramados porém nem sendo sombra do jogador brilhante de outrora. O atleta acabou se transferindo para o futebol mexicano, porém com passagens rápidas por Chivas Guadalajara e Toluca. Voltando a terra tupiniquim, ele ainda vestiu a camisa do Nacional-SP e do Saad, pendurando as chuteiras de forma um tanto quanto melancólica em 1967.

Apenas sete anos após sair dos gramados, Canhoteiro nos deixou órfãos também de sua presença, falecendo em São Paulo no dia 16 de agosto de 1974.

Confira a música composta por Zeca Baleiro em homenagem ao craque tricolor:

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