HISTÓRIA EM TRÊS CORES: Cafu

Uma trajetória marcada pela superação das dificuldades e colheita do trabalho duro

Para alguns atletas, sejam ele de qualquer modalidade esportiva, os caminhos acabaram sendo um tanto quanto difíceis durante o meio ou o fim da carreira, tanto pela idade, lesões, condição técnica etc. Porém, para outros, até mesmo alcançar a oportunidade de conseguir mostrar seu talento é uma tarefa obtida com muito suor e determinação.

Baseado justamente em várias tentativas de botar em prática o desejo de se tornanr um jogador de futebol surgia para o mundo um dos maiores laterais-direitos da história do futebol. Hoje é a vez de Cafu fazer parte do HISTÓRIA EM TRÊS CORES.

Antes do tricolor

Marcos Evangelista de Morais (que se transformou em Cafu devido a semelhança com o futebol de Cafuringa, ponta-direita que jogou entre as décadas de 60 e 80) nasceu na cidade de São Paulo em 7 de junho de 1970, vivendo por grande parte da sua vida na zona sul da capital paulista. Entretanto, o jogador passou longe de ter uma infância abastada como nos bairros dos Jardins, Morumbi etc., crescendo no Jardim Irene, local que ficou famoso após a final da Copa do Mundo em 2002.

Aos sete anos, Cafu alimentava em seu interior um forte desejo de se tornar jogador de futebol, conseguindo acumular passagens ainda quando criança pelo Nacional-SP, Portuguesa e Itaquaquecetuba AC. Mal sabia o jovem Marcos que, a partir dali, começaria uma verdadeira epopeia até emplacar no seu primeiro clube de grande peso: O São Paulo Futebol Clube.

Foram ao todo oito tentativas frustradas de ingressar na base tricolor (além de outras tantas em diversos clubes do país) que, por pouco, não o fizeram deixar de lado o pensamento de viver da bola. Porém, valeu a pena esperar sua oportunidade já que, dali pra frente, seriam muitos momentos de glória absoluta.

O estabelecimento de um ídolo

Entrando nas categorias de base do São Paulo em 1989, sua velocidade e versatilidade nas jogadas chamaram logo a atenção de Carlos Alberto Silva e, posteriormente, do Mestre Telê Santana, ao qual até hoje Cafu mostra muito respeito e admiração. Reza a lenda inclusive que, após os treinamentos, Telê pedia para que Cafu chegasse a linha de fundo e cruzasse a bola repetidas vezes, até aperfeiçoar o fundamento.

Em seis anos defendendo o manto sagrado do tricolor, o meia que depois virou lateral-direito para suprir a ausência de Zé Teodoro transformou-se em um verdadeiro desafogo de velocidade na máquina são-paulina de ganhar títulos, dentre os quais Cafu participou do bicampeonato do Mundial Interclubes (1992 e 1993), do bicamponato da Libertadores (1992 e 1993), do bicampeonato da Recopa Sul-Americana (1993 e 1994), do bicampeonato Paulista (1991 e 1992), além do Brasileirão (1991) e da Copa Conmebol (1994).

Cafu ainda encerraria seu ciclo no clube do Morumbi com chave de ouro no quesito individual, quando conseguiu o prêmio de Rei da América em 1994, famosa eleição feita pela imprensa uruguaia destina aos atletas que atuam no continente.

Período pós-tricolor

Mantendo a sua sina vencedora, o lateral colecionou títulos e atuações de gala por onde quer que tenha passado. Zaragoza-ESP, Juventude, SEP, Roma-ITA e Milan-ITA tiveram o privilégio de contar com um atleta de muita eficiência tanto na parte ofensiva como defensiva.

Uma era na Seleção Brasileira

De 1990 a 2008, Cafu envergou com soberania o número 2 da amarelinha e marcou história tanto como o atleta que mais vestiu a camisa brasileira (142 participações) e também o único em toda a história das Copas do Mundo a estar presente em três decisões consecutivas (1994, 1998 e 2002).

Na última delas, como já foi citado, seu papel foi de protagonismo ao utilizar a camisa “100% Jardim Irene” e ao som de “Regina, eu te amo”, Cafu ergueu a taça do Mundial, selando o pentacampeonato da nossa Seleção.

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