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“São Paulo tem time competitivo e terá ainda mais em 2023”, diz diretor de futebol Carlos Belmonte

Belmonte - Eduardo Rodrigues / ge

Intenção segue ser contar com Rogério Ceni. Treinador teve contrato renovado antes das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras

Rogério Ceni diz não saber se o São Paulo terá condição de montar uma equipe competitiva no ano que vem. De formas diferentes, o técnico repetiu este discurso nas últimas entrevistas coletivas. Depois da derrota para o Botafogo, afirmou que sua intenção é continuar no Morumbi em 2023, mas salientou que os resultados podem fazer com que a diretoria pense diferente.

A direção segue afirmando que Rogério é o técnico e assinou a renovação de contrato antes do confronto eliminatório da Copa do Brasil, contra o Palmeiras. Justamente para não atrelar a permanência aos resultados.

Por todo este contexto, a pergunta ao diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, é direta: “O São Paulo terá um time competitivo em 2023?”

O dirigente também é objetivo:

“Vamos voltar uma página. O São Paulo é competitivo. Fizemos uma campanha abaixo do esperado no Brasileiro, porque jogamos pelo menos dez das 30 partidas com time misto. Isto por causa da chance de ser campeão nas copas. E disputamos as fases finais da Copa do Brasil e Sul-Americana. Temos equipe competitiva e vamos fazer mais um ciclo de renovação, com saídas e chegadas de jogadores. Somos e seremos competitivos ainda mais no ano que vem”, afirmou o dirigente.

Belmonte ressalta, no entanto, que não se deve atrelar a classificação a ter um timaço ou não. Classificar para a pré-Libertadores é importante, pode dar mais recursos.

“Temos poucos recursos, e a Libertadores não vai mudar isso. Não dá para dizer que a classificação nos fará montar um elenco de estrelas” disse.

Parece haver uma diferença entre o São Paulo e o Botafogo, o gigante vencido e o vencedor na partida do Morumbi, de domingo. Luís Castro fala em objetivo cumprido e nova ambição, a de se classificar para competição internacional. Enquanto isso, o São Paulo fala em vaga na pré-Libertadores como prêmio de consolação, depois de perder a Sul-Americana. O sentimento de luto atrapalha.

Enquanto Luís Castro se coloca como parte de um grupo que tem a missão de construir um novo Botafogo, o discurso de Rogério faz parecer que o São Paulo tem um processo de reconstrução que, se andar bem, terá sua presença.

Em vez disso, a recuperação do São Paulo passa pelo técnico escolhido, por ser o de maior potencial do Brasil. Rogério é um pilar deste renascimento. Desde que elenco, diretoria e comissão técnica andem na mesma direção.

Por: ge
Foto: Eduardo Rodrigues / ge

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Escrito por Rodrigo Alcântara