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Coletiva Muricy Ramalho

O treinador Tricolor falou sobre a boa partida de seus laterais, sobre Alexandre Pato e não escapou da lembrança do jogo contra o rival na Libertadores e também sobre os preços dos ingressos

Confira abaixo como foi a entrevista coletiva do treinador que chegou a marca de 250 vitórias à frente do São Paulo:

TORCIDA I
– É sempre assim. A torcida que me trouxe de volta. É muito legal, sou um cara que trabalha muito duro por causa disso.

TORCIDA II
– Comemorei com a torcida mesmo o gol. Não era para ninguém específico, se fosse era a minha mulher, mas ela não vem. Foi um agradecimento. Eles entendem meu trabalho. É muito sério. Foi para agradecer. Não posso abraçar todo mundo, então mostrei meu carinho por eles. O que posso fazer é trabalhar sério no dia a dia e cuidar bem do time para eles .

PATO
– Cobro demais dele, a participação, mais ativa no jogo, não só de vez em quando e hoje ele foi muito e fez gols, por que ele é importante, mas não sou eu apenas que cobra, os outros jogadores também, o bom é que ele aceita numa boa. É um bom garoto.

ESTREIA NA LIBERTADORES
– Foi muito pouco contra o Corinthians. Não podia repetir aquela atuação. Ninguém deu desculpa. Todos nós reconhecemos e pagamos o preço. E depois não abaixamos a cabeça. Nesse momento as pessoas se afastam na derrota. Perder assim é para cara grande e forte. Nesse momento precisa recuperar. Essa foi a conversa que tivemos. Não de porrada, dei moral. Dou porrada em vocês (imprensa).

CONCENTRAÇÃO E PRÓXIMO JOGO DA LIBERTADORES
– Estamos tirando a concentração. Esse grupo tem caráter. Nesse momento difícil muita gente de fora joga coisa, mas os jogadores souberam lidar com isso. E o Rogério tem razão: é mata-mata mesmo (contra o San Lorenzo). Hoje era decisão mesmo. E contra o San Lorenzo é outra decisão.

PRELEÇÃO
– Cada um tem a sua maneira de iniciar a palestra. Eu começo com o árbitro. E qual a característica individual dos adversários. Como eles jogam. É histórico que os uruguaios são duros dentro de campo. Então nossos jogadores teriam de estar preparados para não revidar pancada. E eles sabem quem são os jogadores que explodem. O Luis tomou pancada e está se comportando.

GRUPO DA MORTE
– É um grupo complicado. Vamos ter de brigar muito para classificar.

GANSO PEDIU DESCANSO
– Quando o jogador tem algum problema, não devemos nos meter. Mas alguns posso resolver. Ele queria se resguardar um pouco. E somos abertos. Mas não teve nada. Se o jogador não estiver bem para jogar, fica fora. Não tem obrigação, nem nada de ficar magoado. Conheço ele desde o Santos. E jogou como está acostumado. O dia a dia dele está normal.

BRUNO E REINALDO
– Pelo esquema do Danubio, precisávamos usar os laterais. Conversei muito com eles e treinamos isso, porque era pelos lados que entraríamos. Eles foram bem. Foi por onde entramos. Os laterais hoje têm de atacar. No mundo todo é assim. Jogamos com dois meias pelo lado. Fizeram bem o trabalho deles.

INTERNA E DIRETORIA
– As pessoas têm de deixar de pensar individualmente e pensar no São Paulo. Mas no futebol tem muito interesse, vaidade. Não gostam de você, mas não tem coragem de falar para você. Só que isso está ultrapassado. E sei de tudo o que acontece aqui dentro. Para alguém fazer algo e eu não saber é difícil. É sempre igual e não muda. Não me importo mais com isso. Quero o São Paulo bem.

TIME TITULAR?
– É conforme o desgaste. Para enfrentar o Rio Claro vai o time de hoje, a não ser que alguém reclame algo. Estamos preservando nesse sentido. Quando a distância entre os jogos é grande, como agora, entre quarta e domingo, dá para recuperar. Quanto mais jogar junto, melhor. Só se alguém reclamar de dores.

APERTO DE MÃO DE AIDAR NO TREINO
– Ele é o presidente e foi abraçar o técnico dele. Tem de estar junto. Ele é o primeiro que tem de estar. Sou o cara de confiança dele. Não tem nenhum problema nisso. Se estou aqui, tem de estar comigo. Foi algo natural de presidente para técnico.

PREÇO DOS INGRESSOS
– É difícil ir ao estádio e não entrar, porque esse preço é alto (R$ 120). Temos que ser gratos aos torcedores, porque há um ano e pouco estávamos indo para a segunda divisão e eles nos trouxeram de novo. Claro que o clube precisa arrecadar, mas o torcedor é quem mais sofre. Temos de olhar com carinho para isso.

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Escrito por Rodrigo Alcântara