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CBF dá para trás e não utilizará o árbitro de vídeo nesta rodada

Em reunião, a entidade decidiu que não irá utilizar o recurso no fim de semana, pois não têm condições de implementá-lo em todos os jogos da rodada

Nesta quarta-feira, a CFB se reuniu para discutir a implementação do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. E chegaram a uma conclusão: de que ainda não estão prontos para utilizar esse recurso em todos os jogos da rodada, então por enquanto, não vamos ver esse tipo de ajuda nas partidas.

A princípio, só alguns jogos iam ter árbitro de vídeo, outros ficariam sem por questões técnicas. Essa ideia repercutiu mal entre os clubes e dentro da entidade, por isso eles resolveram que só vão adotar o recurso quando tiver condições de implementá-lo em todos os dez jogos de cada rodada.

Testes com um grande número de árbitros já foram iniciados e a expectativa é que o recurso já esteja disponível na 26ª rodada. A Globo, detentora dos direitos dos jogos na televisão, é quem irá dar o aval para o início da utilização do vídeo na arbitragem.

A emissora se pronunciou pela primeira vez sobre o caso, e ressaltou que “esse é um projeto que demanda tempo para selecionar, treinar operadores, padronizar estádios com equipamentos necessários, simular testes com os times de operador de replay, técnico e árbitro de vídeo CBF”.

Veja abaixo o comunicado completo:

Globo e Globosat colaboram com o projeto de vídeo arbitragem pois entendemos ser uma evolução natural do esporte em concordância com os diversos players internacionais ligados ao Futebol. Estamos em conversas com a CBF desde o início de 2016 sobre de que maneiras poderíamos cooperar com a Confederação para a implementação do Árbitro de Vídeo no Campeonato Brasileiro. Avaliamos alternativas e soluções e fizemos testes na prática. A partir destes resultados, apresentamos propostas para atender a demanda de produzir todos os 380 jogos do Brasileirão, que levam em conta as regras da FIFA e a IFAB (Federação Internacional de Arbitragem) e as premissas da CBF. Estas propostas estavam sendo avaliadas para uma possível implementação em 2018. Foram feitos testes offline (sem interferência no resultado do jogo) nas Finais do Campeonato Carioca 2016 e um teste online (com comunicação com árbitro) na final do campeonato pernambucano 2017. Mas devido à complexidade da operação, esse é um projeto que demanda tempo para selecionar, treinar operadores, padronizar estádios com equipamentos necessários, simular testes com os times de operador de replay, técnico e árbitro de vídeo CBF. Vale lembrar que o sinal dos jogos produzidos tanto pela Globo como pela Globosat tem o objetivo único de gerar a melhor cobertura e experiência para o telespectador. Para o projeto de vídeo arbitragem são necessários ajustes e inclusões de câmeras que não fazem parte do modelo atual de captação de TV.

Foto: AFP