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Aposta da diretoria do São Paulo, Bustos joga só 17% do tempo em que está disponível

Bustos - Por: Redação do ge  Foto: José Edgar de Matos / ge

Atleta chegou ao clube em negociação tida como modelo de parceria com o Grupo City, mas é pouco utilizado por Ceni e não entra em campo há quatro partidas

A contratação do atacante argentino Nahuel Bustos pelo São Paulo, em agosto, foi tratada pelo presidente Julio Casares como o início de “uma relação promissora” com o Grupo City, conglomerado que é dono de clubes no mundo todo. O Manchester City é o mais relevante deles.

Bustos tem vínculo com o grupo, chegou ao São Paulo por empréstimo e tem a maior parte do seu salário bancado pela multinacional. Mas ele joga muito pouco.

Desde que foi relacionado pela primeira vez, contra o Bragantino, em 14 de agosto, o atacante foi convocado por Ceni para outras 11 partidas – ele só não poderia jogar a Copa do Brasil, pois chegou após o período de inscrições.

Desses 12 jogos, atuou em apenas quatro. Nenhum do começo ao fim. Entrou contra o Santos, no fim, e no segundo tempo contra o Ceará, quando fez seu único gol. Foi titular contra Cuiabá e Corinthians, em times com muitos reservas, e deixou o gramado na etapa final.

Soma 185 minutos (sem contar acréscimos) de 1.080 possíveis, apenas 17% do tempo em que esteve disponível. Não foi utilizado em nenhum dos últimos quatro jogos do São Paulo.

O técnico Rogério Ceni já falou que a contratação de Bustos foi feita sem seu aval.

Na entrevista coletiva após vencer o Ceará, pela Sul-Americana, no dia 3 de agosto, o treinador afirmou não ter sido consultado sobre o atleta e não ter informações sobre a negociação – Bustos havia chegado ao Brasil um dia antes para assinar contrato com o São Paulo, o que foi amplamente noticiado pela imprensa.

“Chegam mais dois jogadores, é isso? Eu desconheço a chegada dos jogadores. Sobre o zagueiro, ainda fui consultado. Mas sobre o atacante, não fui comunicado”, disse Ceni, citando também o zagueiro Ferraresi, outro atleta contratado do Grupo City e que só seria confirmado dias depois do argentino.

“Nós temos um bom elenco, que até dificulta para o treinador fazer as escalações. Do meio para frente, são 21 opções para cinco vagas. Atrás é que as opções são bem curtas”, concluiu.

Na apresentação de Bustos, dois dias após as declarações de Ceni, Casares exaltou a negociação com o City.

Com contrato até o meio de 2023, e citado por Casares como parte do planejamento de contratações para a próxima temporada, Bustos tem jogado menos do que Marcos Guilherme e Eder, atletas que têm vínculo só até o fim deste ano e não devem permanecer no clube.

Eder esteve em campo em parte de cinco dos últimos seis jogos do São Paulo, enquanto Marcos Guilherme, dos últimos cinco, só não entrou na final da Sul-Americana, contra o Independiente del Valle.

Por: Redação do ge 
Foto: José Edgar de Matos / ge

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Escrito por Rodrigo Alcântara