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Bastidores políticos do Tricolor e questões eleitorais

São Paulo e o caso sério de cargos para conselheiros no departamento de futebol - Foto: saopaulofc.net

Eleições do São Paulo só acontecem em dezembro de 2020, mas bastidores políticos do clube já começam a se movimentar

O mandato de Leco tem vínculo até dezembro de 2020, quando o clube passará por eleições presidenciais. Ele não poderá se reeleger (ainda bem).  

Está eleição será a primeira com a nova configuração do Conselho Deliberativo seguindo as normas do novo estatuto. 

São 260 cadeiras, sendo 100 de conselheiros eleitos e 160 de conselheiros vitalícios. A eleição deste novo Conselho ocorrerá por meio de votos dos associados do clube, em novembro do próximo ano.

No momento há dois grupos políticos, a oposição, que conta com nomes como o vice-presidente Roberto Natel, rachado com Leco desde 2018, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato da oposição na eleição de 2015.

E o da situação, que são conselheiros que antes eram oposicionistas e nos últimos meses se alinharam a Leco. São eles: Antonio Donizetti Gonçalves, o “Dedé”, com cargo na gestão de Carlos Miguel Aidar, destituído por Leco em 2015 e de volta ao social do clube desde o começo do ano.

Outros oposicionistas como Douglas Schwartzmann e José Eduardo Mesquita Pimenta, candidato derrotado por Leco na última eleição, estavam entre os 25 conselheiros que viajaram com o São Paulo para a Argentina, no duelo com o Talleres, em fevereiro, pela Copa Libertadores.

Os quatro partidos da base aliada a Leco somados a estes grupos do centrão formam um bloco alinhado politicamente que representa cerca de 120 conselheiros. Na eleição de 2017, por exemplo, Leco venceu José Eduardo Mesquita Pimenta por 124 a 101 votos.

ALGUMAS MUDANÇAS PROPOSTAS PARA A NOVA ELEIÇÃO 

Reduzir o número de conselheiros vitalícios (eles são substituídos a cada dez novas vagas abertas, seja por morte, renúncia ou exclusão) – esta seria uma mudança apenas para a eleição de 2023;

Modificar a quantidade de votos que cada sócio tem na eleição de conselheiros (hoje cada sócio vota em 20 conselheiros nominalmente e existe uma ideia de aumentar para 50 votos) – esta seria uma mudança para entrar em vigor na eleição de 2020;

Não permitir que o presidente da diretoria seja também o presidente do Conselho de Administração (órgão com nove integrantes que toma decisões globais a respeito do futuro do clube). Hoje, Leco preside a diretoria executiva e o Conselho de Administração, do qual Natel faz parte – esta seria uma mudança para entrar em vigor na eleição de 2020;

Tirar a cadeira do vice-presidente do Conselho de Administração – esta seria uma mudança para entrar em vigor na eleição de 2020.

Essas e outras propostas, no entanto, seguem em discussão entre esses grupos políticos e poderão ser modificadas. Para entrar em vigor, as propostas de mudança estatutária precisam ser analisadas por uma comissão do estatuto, votadas numa reunião do Conselho Deliberativo e aprovadas em uma assembleia geral de sócios.

POSSÍVEIS CANDIDATOS PARA A PRÓXIMA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 

Júlio Casares – Nos bastidores, sua candidatura é vista como algo natural, apesar dele não se posicionar como candidato. 

Marco Aurélio Cunha – Ex- diretor do São Paulo, Marco é visto nos bastidores como uma possível terceira via. Mas qualquer decisão será tomada em 2020.

Ao mesmo tempo, há dúvidas sobre a força do ex-diretor de futebol dentro do Conselho do São Paulo numa eventual disputa eleitoral. 

Foto: Marcelo Hazan
Fonte: Globoesporte.com

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Escrito por Natália Milreu