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Alex, Cicinho e Amoroso contam curiosidades do Tricampeonato!

O ronco do Danilo, Leci Brandão, Atraso do Tardelli e Emerson Leão – confira algumas curiosidades engraçadas do elenco Tri Campeão da Libertadores de 2005:

O camisa 10 Danilo era muito frio no jogo, armava as jogadas e dava passes precisos, realmente Danilo era um cara calmo até de mais! O zagueiro Alex (também Tri Campeão) conta que Danilo roncava muito no ônibus e nunca se sentia apreensivo antes de jogos decisivos:

“O Danilo é brincadeira. Você conversa com ele e pensa que está com dengue (risos). Ele parece que está lento o tempo inteiro, acha que tudo está sempre bom, nada está ruim”

O zagueiro ainda lembra do ronco de Danilo no ônibus durante as viagens:

O Danilo é brincadeira. Você conversa com ele e pensa que está com dengue (risos). Ele parece que está lento o tempo inteiro, acha que tudo está sempre bom, nada está ruim”

Apesar dos defeitos, o meia Danilo também foi elogiado por Alex:

Esse cara é um monstro sagrado! Toda tranquilidade que ele tem fora do campo ele leva para dentro da partida. O ‘bicho’ joga demais, e parece que nas partidas difíceis ele cresce ainda mais”.

O lateral Cicinho também brincou com o camisa 10 do Tricampeonato, mas também elogiou o meia:

“Não é à toa que a gente chamava o cara de ‘Zidanilo’, porque ele é esse cara, todo mundo pensa que é lento, mas não é. Ele faz a bola correr, tem uma qualidade fantástica, não existe meia no Brasil como ele. Mas como ele é muito tranquilo, às vezes te deixa bravo, porque ele dormia do CT até o estádio (risos). A gente falava: ‘Como um cara desses vai jogar Libertadores, velho?’ (risos).”

Completou o camisa 2:

“Então chegava a hora do jogo, a gente colocava a bola no pé dele e o cara sempre decidia. Ele tem essa chavinha que liga no automático quando atua contra time grande, não precisava falar nada. Já contra time pequeno, ainda mais se jogo fosse de Paulistão às 16h, a gente dava umas broncas nele: ‘Acorda, fio’ (risos).

A FOME DE CICINHO

O lateral direito também não passou em branco, o zagueiro Alex se lembra que Cicinho escondia algumas guloseimas no vestiário e comia escondido antes das partidas:

“Cheguei no vestiário e flagrei o Cicinho comendo um pacote inteiro de bolachaPassatempo escondido de todo mundo, pra ninguém ver, principalmente o Paulo Autuori [técnico]. Perguntei: ‘Que foi, Cicinho?’. E ele: ‘Tenho que comer o pacote inteiro, senão não consigo correr’ (risos). Eu fiquei na minha e só pensei: ‘Esse bicho é doido’ (risos)”

Alex conta outras curiosidades sobre o elenco Tricolor antes da final no Morumbi:

“Aquela Libertadores foi memorável. Os episódios que mais me marcaram foram o Amoroso chamando a responsabilidade, pedindo para jogar a bola nele que ele resolvia. Também teve o Luizão me pedindo: ‘Pelo amor de Deus,  cruzar certinho na minha cabeça, porque sou melhor com a cabeça do que com o pé’. O Lugano gritando: ‘Vamos, muchachos, tenemos que ganar‘. Eu, como sempre, estava com um frio na barriga danado, ansioso, mas nós fomos campeões! A noite anterior ao jogo é sempre complicada, aquela pressão de torcida, TV monstrando tudo e você naquela ansiedade, não dá pra dormir cedo, o olho não fecha. Eu sempre faço meus melhores jogos em finais, quando a bola rola eu esqueço tudo, mas antes é sempre difícil”

O WHISKY DE JUVENAL JUVÊNCIO E A PUNIÇÃO DE EMERSON LEÃO

O volante Alê também comentou sua experiência sobre o que de engraçado ocorreu nos bastidores do Tricolor em 2005:

“O técnico ainda era o (Emerson) Leão, e ele gostava de ser pontual. Quando marcava treino às 7h, era para chegar às 6h30 na Barra Funda. Nós treinamos de manhã e o Tardelli quis descer para o Guarujá com o Souza. Eu disse: ‘Tardelli, não vai, isso vai dar m…’. Ele nem deu bola: ‘É tudo nosso, fica tranquilo’. Não podia se atrasar para a reapresentação, senão o Leão adiantava o treino para as 7h como castigo”.

Completou o volante: “Começou a passar o tempo, a gente já ficando desesperado e aí aparecem o Tardelli e o Souza de helicóptero. O Diego falou pro piloto: ‘Pode pousar ali no campo do Nacional que aí eu mando (risos)’. No dia seguinte, o Juvenal, que estava fumando aquele charuto gigante e com o famoso copo de uísque do lado, chamou os dois na sala dele: [imitando Juvenal] ‘Seu Tarrrrrdelli e Seu Souza, os senhoresssss essssstão multados’. O Tardelli ficou com uma carinha de cachorro que caiu da mudança”

Nem o rei do Futsal Falcão se livrou da bronca de Leão:

“Uns dias depois, o Falcão [jogador de futsal, que estava no elenco do São Paulo na época] atrasou e não deu outra: treino às 7h da manhã no dia seguinte (risos)”

Alê conta o medo de ser punido por estar junto com a “galera do atraso” no CT da Barra Funda:

“Eu era parceiro de quarto do Falcão no São Paulo, imagina o quanto o Leão gostava da gente (risos). Eu tinha acabado de ser contratado do Santo André e ele já me colocou na lista de dispensa. Daí bateu aquele desespero, mas o Juvenal falou: ‘Você não vai sair, pelo menos em um jogo terá que atuar’. Então fui escalado logo contra o Palmeiras, joguei bem e ele garantiu: ‘Você vai ficar no São Paulo! Depois do que vi, você pode até ficar encostado com o Leão por um ano, mas não vou te emprestar”

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A RELAÇÃO AMOROSO E TRICOLOR

O volante Alê ainda comentou sobre a relação de Amoroso com o São Paulo:

“O Amoroso é um cara fantástico, nunca vou esquecer a humildade e o companheirismo dele. Ele ganhou aquele carrão como prêmio e deixou para os funcionários do clube. Toda vez que eu volto ao São Paulo para visitar, os caras falam disso e o agradecem até hoje”

Em 1995, o atacante teve a primeira oportunidade de vestir o manto tricolor, mas o Guarani preferiu vender Amoroso à Udinese-ITA, o destino de Amoroso ainda faria o jogador defender as cores do São Paulo:

“Eu fiquei chateado quando soube disso, porque naquele momento era uma grande chance pra mim. Teria sido muito importante, pois eu estava voltando de uma lesão grave e precisava de uma sequência para perder o medo”

Amoroso também conta sobre o seu grande amigo no ataque Tricolor – Luizão:

“A vida deu um monte de voltas e acabei indo para o São Paulo em uma outra condição, já experiente e sem contusão. Eu me encaixei num time sensacional e reencontrei o Luizão, meu parceiro desde os 15 anos. Foi o jogador mais completo com quem atuei, e isso que joguei com Ronaldo, Romário e Schevchenko! Era o cara que mais completava o meu estilo, e isso fez minha adaptação ser ainda mais rápida”

LECI BRANDÃO E JULIÃO PETRUCCHIO

O lateral Júnior não escapou dos apelidos e recebeu a alcunha de “Leci Brandão” dos companheiros de equipe por se parecer com a sambista, diz o zagueiro Alex Bruno:

“O Júnior odiava o apelido, mas não teve jeito, pegou mesmo, porque os apelidos que o Souza colocava pegavam. Você não imagina o tanto que nós rimos no dia em que fomos viajar e encontramos a Leci Brandão no avião! Chamamos os dois, colocamos um do lado do outro e tiramos fotos. Eles eram idênticos (risos)”

O meia Danilo também tinha apelido – Juilião Petrucchio (personagem da novela – O cravo e a rosa), se diverte o atacante Amoroso:

“A gente chamava ele de ‘Mirrrrna’ (risos). Só chamávamos eles assim porque ele parecia o Julião Petrucchio, da novela ‘O Cravo e a Rosa’ [personagem de Eduardo Moscovis]. Ele é caipirão e muito parecido com ele (risos)”

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RECONHECIMENTO DE EMERSON LEÃO

O zagueiro Alex contou sobre seu reencontro e admiração pelo técnico Emerson Leão:

“Um dia, muitos anos depois da Libertadores, encontrei com ele em um cartório, fiquei impressionado, porque saiu de onde estava e foi me cumprimentar. Deu um abraço e aproveitou para dar uma cutucada, já que eu estava com roupa de surfe, porque estava indo para a praia. ‘Você não muda, não tem jeito, meu zagueiro (risos)”.

Complementa Alex:

“O Leão é uma figuraça! Eu aprendi muito, porque ele pegava no meu pé e falava todo dia comigo assim: ‘Andorinha que acompanha morcego dorme de cabeça para baixo (risos)’. Ele também sempre falava que ‘passarinho que acorda cedo bebe água limpa (risos)’, porque gostava de dar os treinos logo às 7h da manhã. Nosso time ganhou tudo, mas o pessoal às vezes atrasava no treino e Leão ficava louco”

Fonte: ESPN

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Escrito por Kaique