Memória São Paulina – Mário Sérgio

Nessa semana relembramos a carreira de Mário Sérgio, um ex-jogador e técnico entre os melhores do Brasil.

No dia 11 de março de 1950 nascia Mário Sérgio Pontes de Paiva no Rio de Janeiro-RJ, um dos jogadores que marcariam a história do futebol nacional. Foi aos 19 anos que meia ingressou no Flamengo e por lá disputou cerca de 15 partidas com a camisa rubro-negra até se transferir para o Esporte Clube Vitória em Salvador onde tornaria-se destaque do futebol brasileiro a partir de 1971.

Pelo clube baiano Mário Sergio disputou quatro temporadas e pelo rubro-negro baiano venceu duas Bolas de Prata em 73 e 74, entrando para a história do Vitória como um dos ídolos do clube. Ao longo dos anos o meia que era chamado de “Vesgo” pela sua habilidade de olhar para um lado e tocar para o outro, foi passando por clubes ao redor do Brasil até que em 1981 desembarcou no Morumbi para vestir a camisa do São Paulo.

Em outubro do mesmo ano, Mário Sérgio fez um dos jogos mais marcantes com a camisa Tricolor, na goleada por  6 x 2 diante do SEP sob os olhares de 30 mil torcedores, o camisa 11 anotou dois gols na partida e sendo eleito o melhor em campo no Choque Rei.

Uma história marcante da curta passagem que durou apenas uma temporada como jogador do São Paulo foi em uma partida contra o São José no Vale do Ribeira quando o meia sacou um revólver e atirou para cima para assustar o público que ameaçava a delegação são paulina, o fato culminou no apelido “Rei do Gatilho” no Morumbi.

Apesar de boas atuações, o meia não se dava bem com o técnico Poy e sob polêmicas com supostos envolvimentos com drogas, fizeram com que Mário Sérgio deixasse o São Paulo em 1982, tendo disputado 62 jogos e marcando 8 gols.

Mais tarde, Mário Sérgio ainda ganharia mais duas Bolas de Prata pelo Internacional. O atleta se aposentou em 1987 pelo Bahia e no mesmo ano se transferiu para o rival baiano e iniciou sua carreira de treinador onde em 1998 chegaria novamente ao São Paulo, agora como treinador.

Sob o comando técnico do Tricolor, Mário Sérgio ficou marcado por barrar o goleiro Rogério Ceni de cobrar faltas, a sensação do momento foi impedida pelo treinador que preferia que outros atletas batessem as faltas:

Cheguei no São Paulo em 1998 e o Rogério tinha feito só quatro gols na carreira. E aí eu tinha o Dodô, o França, e outros jogadores habilidosos. Eu cheguei pro Rogério, conversei com ele e falei: Rogério, eu não preciso de um goleiro que bata falta, eu quero um jogador nessa posição que não deixe a bola entrar” – disse o treinador sobre o caso.

A passagem foi curta, com apenas 10 jogos (três vitórias, um empate e seis derrotas), o técnico deixou o clube sob o peso da sua decisão sobre Ceni e dos maus resultados em campo. Mário Sérgio seguiu sua carreira de técnico até 2010, quando decidiu de vez seguir com a carreira de comentarista esportivo pelo qual atuou de tempos em tempos desde a década de 90.

+ Relembre a história de Mateus Caramelo, outra vítima do acidente aéreo na Colômbia.

Mário Sérgio foi uma das vítimas fatais do acidente aéreo em 28/12/2016 na cidade de La Unión na Colômbia, quando o comentarista da Fox Sports viajava junto com a delegação da Chapecoense para o jogo que seria a final da Copa Sulamericana. Em áudio revelado pelo amigo Mauro Betting, o ex-companheiro de Fox Sports diz que Mário Sérgio não queria embarcar no vôo devido à um stress nas vésperas da viagem…

Confira a galeria de fotos do ex-atleta/treinador/comentarista (clique na imagem para ampliar):

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